Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Evasão de médicos deixa atendimento de UPAs lento

Pacientes que precisaram de atendimento em uma das 21 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), administradas pelo Governo do Estado na capital, entre os últimos sábado e domingo, se depararam com número reduzido de médicos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, cerca de 30 profissionais faltaram o serviço neste final de semana, provocando lentidão no atendimento alguns postos. Ao todo, há 41 UPAs no estado, e as outras 20 são administradas por prefeituras.

Segunda, 25 de Outubro de 2010 às 09:58, por: CdB

Pacientes que precisaram de atendimento em uma das 21 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), administradas pelo Governo do Estado na capital, entre os últimos sábado e domingo, se depararam com número reduzido de médicos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, cerca de 30 profissionais faltaram o serviço neste final de semana, provocando lentidão no atendimento alguns postos. Ao todo, há 41 UPAs no estado, e as outras 20 são administradas por prefeituras. A UPA de Cabuçu, em Nova Iguaçu, por exemplo, só tinha um clínico-geral na manhã de domingo, quando normalmente são quatro, o que representa falta de 75% do contingente. A unidade em Campo Grande também sentiu a ausência da equipe completa. No domingo, pelo menos um médico havia faltado. Em média, o número de médicos faltosos em plantões de fim de semana é de dez profissionais. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, escalas são monitoradas para necessidades e existe equipe de reserva, os chamados ‘médicos curingas’, para cobrir faltas. De acordo com o órgão, os profissionais foram acionados. Os servidores que não compareceram ao trabalho são obrigados a justificar. Eles podem ser punidos e até desligados, de acordo com o vínculo que possuem com a secretaria. Os problemas nas UPAs não param nas faltas médicas. Há quatro dias internada na unidade de Vila Kennedy, em Bangu, com pneumonia, a aposentada Geny Jenuário Neri, 74 anos, aguarda ser transferida para hospital da região. Sérgio Neri, filho da aposentada, diz que os médicos tentam a transferência de Geny há dois dias, mas não conseguem vaga.

Tags:
Edições digital e impressa