Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Europeus e norte-americanos são contra espionagem aos aliados

Os europeus e os norte-americanos são amplamente contra que seus governos espionem seus próprios cidadãos e aqueles dos países aliados, mostra uma pequisa divulgada nesta terça-feira.

Terça, 12 de Novembro de 2013 às 12:05, por: CdB
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Os europeus e os norte-americanos são amplamente contra que seus governos espionem seus próprios cidadãos
Os europeus e os norte-americanos são amplamente contra que seus governos espionem seus próprios cidadãos e aqueles dos países aliados, mostra uma pequisa divulgada nesta terça-feira, o que reflete o descontentamento a respeito da vigilância revelada pelo ex-funcionário de inteligência dos Estados Unidos Edward Snowden. A oposição ao monitoramento do governo de telefones privados e dados de Internet foi mais forte na Alemanha, onde denúncias de Snowden causaram indignação e prejudicaram as relações ente Berlim e os EUA. Setenta por cento dos alemães disseram que a segurança nacional não justifica a coleta de dado telefônicos e de Internet dos cidadãos alemães, de acordo com a pesquisa feita pelo German Marshall Fund para os Estado Unidos, um centro de pesquisa dedicado à promoção das relações entre a Europa e a América do Norte. Vinte e cinco por cento dos alemães discordam. Os alemães foram ainda mais hostis em relação ao governo coletar dados telefônicos e de Internet de pessoas em países aliados, com 72%  contra e 20%  a favor. Cerca de mil pessoas foram entrevistadas em cada país no início de setembro, antes de uma nova onda de revolta na Europa, após o jornal britânico The Guardian publicar que os EUA monitaram as conversas telefônicas de 35 líderes mundiais. A Alemanha convocou o embaixador dos EUA em outubro pela primeira vez na história para exigir explicações sobre as suspeitas de que Washington grampeou o telefone pessoal da chanceler Angela Merkel. Nos EUA, 54% das pessoas são contra a vigilância do governo sobre cidadãos norte-americanos, mas os EUA consideram a espionagem sobre cidadãos de países aliados de maneira mais ambígua, com 44%  contra e 33%  alegando que seria justificável. Na Grã-Betranha, cuja agência de espionagem GCHQ supostamente cooperou de perto com a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês), 44 %  dos pesquisados disseram que a vigilância do governo sobre cidadãos britânicos sob o pretexto de segurança nacional seria injustificável, ante 33%  que disseram ser justificável. Quarenta e três por cento dos britânicos acham que a vigilância do governo sobre cidadãos de países aliados não se justifica, enquanto 30%  acredita que pode ser justificada.
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