Quatro em cada dez europeus se sentem ignorantes sobre plantações e alimentos transgênicos e um quarto deles temem que produtos geneticamente alterados usados na agricultura possam afetar o ambiente, segundo indicou uma pesquisa nesta sexta-feira.
Em alguns países, particularmente na Escandinávia, a sensação de não ter informações suficientes sobre transgênicos é maior do que a média, atingindo 66 por cento na Finlândia e 49 porcento na Suécia.
- Sobre questões ambientais específicas, os cidadãos europeus claramente afirmam que não têm informações sobre temas ambientais novos como a utilização de organismos geneticamente modificados na agricultura - disse o levantamento, realizado pela organização de pesquisas ligada à Comissão Européia.´
A pesquisa Eurobarômetro foi realizada no fim de 2004 e ouviu quase 25 mil pessoas em todos os 25 países membros da União Européia (UE).
Somente uma pequena porção de transgênicos pode ser cultivada na UE hoje, na maior parte variações de milho. Eles são normalmente modificados para resistir a insetos e outras pestes, além de herbicidas.
Recentemente tem começado também a haver algumas aprovações de importação para novos tipos de alimentos transgênicos, alguns para consumo humano e alguns para o uso no processamento e na alimentação de animais, após a UE levantar, no ano passado, um bloqueio de seis anos na aprovação de novos produtos transgênicos.
Pouco menos de um quarto dos europeus disse estar preocupado sobre o impacto ambiental dos transgênicos usados na agricultura. Isso comparado aos 47% dos pesquisados que disseram ter preocupações sobre poluição da água e 45% que disseram temer mudanças climáticas.
A maior preocupação sobre os cultivos e os alimentos transgênicos aparece na Grécia e na Áustria, ambos com 43 por cento. Chipre aparece em terceiro, com 39%. No lado oposto, Malta é o país com a menor preocupação, com só 12%, seguido da Finlândia, com 14%.