A corrida para encontrar vida em Marte deve começar nesta segunda-feira com o lançamento da primeira nave européia a visitar outro planeta. Três sondas estão deixando a Terra neste verão, começando com a missão Mars Express, da Agência Espacial Européia. Ela leva a sonda Beagle 2, que, se tudo correr como planejado, se tornará a primeira nave espacial britânica a tocar o solo de outro planeta. Seu principal objetivo é detectar vastos reservatórios de água que, acredita-se, estariam ocultos sob a superfície do planeta. A missão Mars Express inicia uma nova corrida na exploração de Marte. A agência espacial americana (Nasa) está enviando duas missões ao planeta. A primeira de suas naves espaciais, Mars Exploration Rovers, deixará a terra dentro de cerca de uma semana. O Japão também enviou uma missão a Marte. A nave Nozomi alcançará o planeta no início de 2004, após uma longa jornada. Há muito tempo os cientistas estão interessados em explorar Marte, o planeta que, acredita-se, teria maior probabilidade de abrigar alguma forma de vida. Indícios de que no passado teriam existido oceanos, lagos e, possivelmente, micróbios em Marte deram incício a uma corrida para enviar naves não tripuladas ao planeta. Desde a década de 60, os Estados Unidos e a antiga Unão Soviética, e mais tarde a Rússia, vêm gastando bilhões em projetos para aterrissar aeronaves no planeta vermelho. Apenas três foram bem sucedidas até o momento: as sondas Viking, da Nasa, que tocaram o solo de Marte em 1976, e o Mars Pathfinder, que explorou a superfície do planeta em 1997. Os últimos preparativos para o lançamento da missão européia Mars Express estão em andamento na base espacial russa em Baikonur, no Casaquistão. A primeira ocasião oportuna para o lançamento seria às 17h45 desta segunda-feira, horário britânico, 14h45 horário de Brasília. O satélite que carrega a sonda será lançado à bordo do foguete russo Soyuz/Fregat. A nave espacial cobrirá uma distância de cerca de 400 milhões de kilômetros em seis meses, até chegar a Marte. A sonda utilizará um radar terrestre para detectar a presença da água que estaria presa sob a superfície do planeta. Ela também coletará imagens e fará uma pesquisa geológica no local.