A Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, apresentou, nesta quinta-feira, um plano para acabar com a produção excedente de vinho no bloco dentro de cinco anos.
Entre as propostas, estão a erradicação de um oitavo das videiras européias e a simplificação dos rótulos de garrafas para incrementar as vendas.
Atualmente, a União Européia gasta cerca de US$ 630 milhões (cerca de R$ 1,4 bi) por ano em subsídios a milhões de litros excedentes do produto, que têm que ser transformados em etanol e outros tipos de álcool.
O excedente se deve ao fato de os europeus estarem consumindo menos vinho, e adquirindo produtos de vinícolas da Austrália, África do Sul e Américas do Norte e do Sul.
Neste ano, a França vai destilar novamente 300 milhões de litros de seus vinhos. Mas a proposta da Comissão Européia pode enfrentar alguma resistência.
- Nós deveríamos tentar conquistar uma parcela nova no mercado, nos Estados Unidos, por exemplo, ou na China, onde ainda há muito por fazer. Nós achamos que a Europa deveria estar se concentrando em nos ajudar a investir nisso - disse Denis Verdier, vinicultor e presidente da Confederação Francesa de Cooperativas de Produtores de Vinho.