Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2026

Europa pode virar alvo de ataques russos, diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que instalações com mísseis na Europa podem virar alvo de ataques russos, caso os Estados Unidos sigam adiante com seus planos de construir instalações de defesa antimíssil no continente. (Leia Mais)

Domingo, 03 de Junho de 2007 às 17:37, por: CdB
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que instalações com mísseis na Europa podem virar alvo de ataques russos, caso os Estados Unidos sigam adiante com seus planos de construir instalações de defesa antimíssil no continente.

- Se o potencial nuclear americano crescer no território europeu, nós teremos que estabelecer novos alvos na Europa - disse Putin, em uma entrevista divulgada neste domingo pelo jornal italiano Corriere della Sera.

Os Estados Unidos querem ampliar seus sistemas de defesa antimíssieis construindo instalações na Polônia e na República Checa, mas o país diz que a Rússia não é um alvo, e sim países considerados potencialmente hostis - como o Irã e a Coréia do Norte.

Mas Putin disse que os planos americanos podem levar a uma nova corrida armamentista.

Teste

Na semana passada, a Rússia testou um novo tipo de míssil balístico intercontinental, no que Putin classificou de uma resposta ao que definiu como passos americanos que mudaram o "equilíbrio estratégico" do mundo.

Putin alega que os Estados Unidos alteraram esse equilíbrio ao se retirarem unilateralmente de um tratado antimísseis balísticos em 2002. E que o surgimento de uma nova corrida armamentista seria exclusivamente culpa dos americanos.

A Rússia não aponta seus mísseis para instalações militares européias desde o fim da Guerra Fria.

Segundo o analista da BBC Ian McWilliam, o uso de uma linguagem típica da Guerra fria por Putin preocupa diplomatas ocidentais.

Nos tempos da União Soviética, era comum que as autoridades do país denunciassem tentativas de inimigos estrangeiros atacarem a pátria-mãe.

As novas declarações de Putin foram feitas a poucos dias do início da reunião do G8 na Alemanha, na qual o presidente russo deve se encontrar com o presidente americano, George W. Bush.

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