A União Européia vai realizar uma reunião de emergência com o Irã nesta segunda-feira na sede da organização em Bruxelas para tentar resolver a questão do programa nuclear do país. O encontro com representantes da Grã-Bretanha, França e Alemanha, foi requisitado pelo Irã. Ministros das Relações Exteriores dos três países europeus vão discutir a questão com representantes dos Estados Unidos, Rússia e China em outro encontro também nesta segunda-feira, em Londres. Neste domingo, em Israel, a chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que "se o Irã adquirisse armas nucleares seria uma ameaça não só para Israel mas para todo o mundo democrático",
Merkel disse também que o país não deveria ter o direito de enriquecer urânio. Na quinta-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da Organização das Nações Unidas (ONU) deve realizar reuniões de emergência e pode entregar o caso ao Conselho de Segurança da ONU que, por sua vez, pode aplicar sanções ao Irã.
Tanto a União Européia como os Estados Unidos suspeitam que o Irã esteja tentando produzir armas nucleares, enquanto o país sustenta que seu programa tem fins pacíficos apenas. Muitos desconfiam das intenções iranianas porque o país manteve seu programa nuclear secreto por 18 anos, tendo sido revelado apenas em 2002. A Rússia e a China estariam relutantes em levar o caso ao Conselho de Segurança, embora não tenham descartado essa possibilidade.
O governo iraniano havia declarado anteriormente que não teme eventuais sanções e que elas atingiriam mais o ocidente do que o Irã. Correspondentes dizem, entretanto, que o governo iraniano estaria mostrando sinais de que deseja colaborar para a obtenção de um acordo. Integrantes do governo iraniano disseram que considerariam a proposta russa de enriquecer urânio na Rússia para ser usado no programa iraniano.
No sábado, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, defendeu uma saída diplomática que permitisse preservar a dignidade nacional tanto do Irã como dos outros países envolvidos.
- Precisamos de um acordo que permita que os dois lados saiam de cabeça erguida - disse ele.