As três principais potências da União Européia (UE) retiraram a exigência de que a agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) encaminhe o caso do programa nuclear do Irã ao Conselho de Segurança. A decisão segue-se à oposição da Rússia e da China, membros permanentes do conselho, com poder de veto.
Moscou e Pequim advertiram os Estados Unidos, a França, a Grã-Bretanha e a Alemanha contra o aumento da pressão no impasse nuclear com o Irã, enfraquecendo a tentativa do Ocidente de levar Teerã ao órgão máximo da ONU para possíveis sanções.
No início desta semana, a UE circulou uma proposta de resolução, que tinha apoio dos EUA, pedindo para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) denunciar o programa nuclear secreto do Irã ao Conselho de Segurança.
Mas pelo menos uma dúzia dos 35 membros da direção da AIEA foi contra a proposta da UE - incluindo China e Rússia - e os europeus retiraram a exigência em um texto revisado.
A nova versão omitiu qualquer ameaça explícita de que o caso poderia ser levado ao conselho, mas deixou aberta a possibilidade de que isso aconteça no futuro.
Países ocidentais suspeitam que Teerã esteja desenvolvendo armas atômicas sob a fachada de um programa nuclear civil. O Irã insiste que seu programa é pacífico e que o objetivo é produzir energia.