Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Europa caminha para reescalonar dívida grega

Terça, 19 de Julho de 2011 às 04:53, por: CdB

Como defendemos abertamente em artigos divulgados em vários veículos e aqui nesse blog, a Europa caminha para reescalonar, ou reestruturar, ou reemprestar - seja lá o que for - a dívida grega. Antes tarde do que nunca!

Nos últimos dias economistas, especialistas e autoridades começaram a conversar e a falar até publicamente sobre a possibilidade de a União Europeia (UE) assumir a dívida grega e reemprestar dinheiro a juros baratos ao país. Mesmo que ainda enfrentem resistências dos países mais ricos, Alemanha à frente, que nunca e definitivamente não gostam da ideia.

Só agora, depois de arruinar a Espanha e Portugal, liquidar com a Islândia, colocar de joelhos a Irlanda e ameaçar a Itália começam a discutir reescalonamento, reestruturação ou reempréstimo.

Interesses dos bancos prevaleceram


Crise se tornou crítica pela prevalência de intereses Tudo isso ocorreu e ocorre não por incompetência ou cegueira política, mas pela prevalência dos interesses dos mesmos bancos alemães e franceses que alimentaram o endividamento das famílias e empresas gregas e deram cobertura para as falcatruas contábeis do sistema bancário e de governos de vários países europeus.

Sem falar na ação criminosa de especuladores e das agências de rating - elas mesmo! - aquelas que fraudaram a confiança do povo americano. Na Europa já são 30 milhões de desempregados e o maior arrocho salarial já visto, um aumento de impostos escorchante, corte nos programas sociais e nos benefícios da Previdência, recessão e liquidação de empresas, e como não podia faltar, privatizações. Enfim, todos os resultados e efeitos do velho receituário econômico ortodoxo.

E tudo para nada. A Europa podia ter feito o que fizeram os Estados Unidos e outros países: socorrer seus governos. Sustentar e garantir suas dividas era o mínimo, já que antes fizeram o pior e indefensável do ponto de vista político e moral, defenderam seus bancos com dinheiro público. Uma tragédia que encerra uma lição que eu espero, aqui nos trópicos, nós tenhamos tomado nota.

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