O euro continuou nesta segunda-feira, batendo recorde de alta frente à moeda americana pelo sétimo dia consecutivo, e chegou no mercado de Frankfurt a 1,2211 dólar.
Às 12.00 horas, o euro avançou até 1,2197 dólar, um novo máximo em sua história, e os especialistas não descartam que em breve chegue a 1,23 dólar para depois se estabilizar frente ao dólar.
O Banco Central Europeu (BCE) fixou na sexta-feira o valor oficial do euro em 1,2087 dólar.
A moeda européia começou no início de novembro uma sólida alta que fez com que ganhasse cerca de 7 por cento em menos de seis semanas.
As dúvidas sobre o grande déficit fiscal e por conta corrente dos Estados Unidos, o medo de novos ataques terroristas e a decepção pelo baixo número de empregos criados nos EUA em novembro contribuíram nos últimos dias para abalar a confiança no dólar e fortalecer o euro.
Junto a isso, o BCE se mostrou na quinta-feira passada tranqüilo em relação à valorização da divisa e confirmou que a economia da zona do euro continuará se recuperando nos próximos trimestres.
Por outro lado, a economia dos doze países que compartilham o euro mostra a cada dia mais sintomas de recuperação e isso repercutiu também na valorização da moeda única.
Esta semana, serão publicadas as cifras da produção industrial de outubro na França e na Itália e os especialistas esperam que sejam favoráveis. Além disso, nesta terça-feira será conhecido o índice ZEW que mede a confiança de investidores e especialistas na conjuntura alemã e os prognósticos apontam também para um aumento.
O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro avançou no terceiro trimestre 0,4 por cento, frente à queda de 0,1 por cento dos três meses anteriores, confirmou o Escritório europeu de Estatística Eurostat.
Os analistas acreditam que a pressão contra o dólar será mantida nas próximas semanas e consideram que a única coisa que poderia "salvar" o dólar seria uma -neste momento improvável- alta das taxas de juros nos EUA.
O Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve americano se reunirá amanhã para revisar as taxas, mas os especialistas não esperam mudanças no preço da moeda.
As taxas de juros dos Estados Unidos e a zona do euro estão atualmente em 1,0 e 2,0 por cento, respectivamente, seu nível mais baixo desde a Segunda Guerra Mundial, e não é esperado um aumento em nenhum dos dois casos até o ano de 2004.
Apesar dos ganhos dos últimos dias, a nova alta alcançada hoje pelo euro não foi boa para as bolsas européias. As mais prejudicadas foram as empresas que exportam fora da zona do euro, que tem sua competitividade reduzida à medida que o euro se valoriza.
Às 11.00 horas (09.00 Brasília), as perdas eram generalizadas entre os pregões europeus.
O Euro Stoxx 50, que reúne as principais companhias da zona euro perdeu 0,85 por cento, e ficou em 2.649,28 pontos. Entre as principais quedas, se destacaram as de empresas exportadoras como o grupo tecnológico alemão Siemens, as químicas Bayer e BASF e o fabricante de celulares finlandês Nokia.
Em Londres o FTSE 100 se situou em 4.346,45 inteiros, 0,86 por cento a menos, enquanto o DAX de Frankfurt caiu 1,06 por cento, para os 3.800,90 pontos.
Na Bolsa de Paris, o CAC 40 perdeu 0,86 por cento, para as 3.427,45 unidades e, em Madri, o Ibex 35 cotou em 7.348,10, 0,26 por cento menos.