Apesar de receber dez votos e quatro abstenções, o texto foi vetado pelos americanos - os únicos a votarem contra - porque os Estados Unidos fazem parte dos cinco países com direito a veto no CS.
- Ficamos incomodados com a linguagem da resolução, que em muitos trechos é tendenciosa contra Israel - afirmou o embaixador dos EUA na ONU, John Bolton.
- Essa linguagem não impulsiona a causa da paz, e a decisão dos Estados Unidos de não aceitá-la em resoluções anteriores é bem conhecida.
Os outros países com direito a veto no CS são Rússia, China, Grã-Bretanha e França. Grã-Bretanha, Dinamarca, Japão e Eslováquia se abstiveram na votação.
Os ataques israelenses a civis palestinos na cidade de Beit Hanoun geraram comoção na população local, e nos países vizinhos.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu a intervenção da ONU e qualificou a operação como um "massacre". Israel disse que os ataques haviam sido um "erro".
Texto
A resolução apresentada pelo Catar, o único país árabe do conselho de 15 membros, refletiu a revolta dos países da região à operação israelense.
O texto condenava as ações de Israel em Gaza, mas não o lançamento de foguetes contra cidades israelenses por milicianos palestinos na região da fronteira.
A correspondente da BBC na ONU disse que os Estados Unidos têm vetado uma série de resoluções contra Israel no Conselho de Segurança, a maioria propostas pela delegação catariana.
O país árabe disse que os vetos americanos às resoluções contra Israel vão contra a credibilidade do CS.
Segundo a correspondente da BBC, o Catar deve levar o texto para a assembléia-geral da organização. Mas a opinião dos 192 membros não tem o poder de uma resolução.