O governo norte-americano aprovou uma nova medida que prevê um orçamento de US$ 50 bilhões (R$171 bi) para combater a Aids, a malária e a tuberculose na África e em outras partes do mundo nos próximos cinco anos.
Segundo a relatório das Nações Unidas a proporção de pessoas vivendo com o vírus, no mundo, parece ter se estabilizado. Contudo, o número de pessoas vivendo com HIV aumentou para 33,2 milhões em 2007, comparado com 29,0 milhões em 2001.
Aprovado pela Câmara dos Representantes, o novo montante triplica os gastos do governo com as doenças na África e outras partes do mundo gravemente afetadas pelos problemas de saúde.
Quando o presidente George W. Bush lançou a iniciativa, em 2003, o orçamento aprovado foi de US$15 bilhões (R$51 bi). O novo orçamento prevê US$41 bi (R$70 bi) para o combate à AIDS, US$ 5 bilhões (R$5,8 bi) para esforços contra a malária e US$ 4 bilhões (R$6,9 bi) contra a tuberculose.
Oponentes do plano argumentam que ele é caro demais e que outros assuntos mais importantes e mais próximos da realidade norte-americana precisavam ser considerados. Apesar disso, a decisão foi aprovada com vantagem de 192 votos.
"Imperativo moral"
- Existe um imperativo moral em combater esta epidemia - disse Nancy Pelosi, presidente da Câmara.
Inicialmente direcionado para o Vietnã, Guiana, Haiti e 12 países africanos, o programa de combate às doenças do governo será expandido e irá incluir Malauí, Suazilândia, Lesoto e outras nações caribenhas, que permanece sendo a segunda região mais afetada no mundo, depois da África Subsaariana. A aids continua a ser uma das principais causas de morte no Caribe entre
pessoas na faixa de 25 a 44 anos.
De modo geral, as epidemias de HIV na América Latina permanecem estáveis.
De acordo com um porta-voz da Casa Branca, atualmente, o programa do governo norte-americano possibilita o tratamento de 1,5 milhões de pessoas infectadas.
Quase um terço de todas as novas infecções e de todos os óbitos acontecem em oito países da região sul da África (Botsawa, Lesotho, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwe)Diferente de outras regiões, a maioria das pessoas (61%) vivendo com HIV na África Subsaariana são mulheres.
Na Conferência Anual de Ministro de Economia da África, que ocorreu esta semana na Etiópia, o diretor da UNAIDS, (um braço das Nações Unidas referente ao combate da Aids no mundo), Dr Peter Piot, salientou importância e a urgência de se discutir e encontrar soluções práticas para erradicar a doença na região. E salientou que apesar de nos últimos anos os esforços já terem crescido, a AIDS ainda é um grande desafio ao mundo.
Moçambique
Os problemas acarretados pela Aids são diversos e em cada local é necessário um estudo prévio para conhecer as necessidades de cada região.
Em Moçambique, por exemplo, uma questão abordada recentemente pelos jornais locais, é a questão da alimentação de presos infectados pelo vírus.
- As cadeias moçambicanas confeccionam uma alimentação péssima para os reclusos. Diariamente os reclusos que também tem problemas de HIV/Sida alimentam-se à base de feijão - afirma um alto representante do governo.