Secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice disse, nesta sexta-feira, que os Estados Unidos estão dispostos a voltar às negociações multilaterais sobre o programa nuclear da Coréia do Norte, mas que as restrições financeiras contra Pyongyang continuarão, embora nos norte-coreanos tenham, aparentemente, desistido de um novo teste nuclear.
- O chineses estão enfatizando a necessidade das negociações multilaterais recomeçarem e de a Coréia do Norte se envolver novamente nessas negociações - disse Rice a repórteres, em Pequim.
O premiê norte-coreano, Kim Jong-il disse ao representante chinês Tan Jiaxuan que seu país não realizará um segundo teste nuclear, depois do efetuado em 9 de outubro, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap, nesta sexta-feira.
- Kim Jong-il teria esclarecido sua posição sobre o fato de que não fará outro teste nuclear - disse Yonhap, citando uma fonte diplomática não-identificada de Pequim.
O enviado chinês à Coréia do Norte, Tang Jianxuan, afirmou que os EUA devem ter uma atitude mais flexível ao lidar com a crise da Coréia do Norte. Rice acrescentou que seu país está disposto a conversar.
- Eles (a Coréia do Norte) nos pediram que estivéssemos abertos à volta dessas negociações sem condições prévias, o que não é difícil para nós - declarou ela, após conversar com autoridades chinesas que haviam acabado de voltar de uma viagem à Coréia do Norte.
Manifestação de vitória
Mais de 100 mil pessoas reuniram-se na principal praça de Pyongyang nesta sexta-feira para aclamar o teste nuclear da Coréia do Norte, relatou a imprensa oficial, no momento em que potências internacionais esforçam-se para dar um fim às ambições nucleares do país.
- A praça ficou cheia, com mais de 100 mil homens e oficiais do Exército Popular e de cidadãos de todas as posições sociais - disse a agência de notícias KCNA, da Coréia do Norte.
Antes do enorme comício, a Coréia do Norte só havia mencionado o teste algumas vezes em sua imprensa oficial, levando à especulação de que a explosão nuclear do começo do mês poderia não ter sido tão bem-sucedida quanto queriam os líderes norte-coreanos.
Ajuda de um nobel
O vencedor do Prêmio Nobel da Paz deste ano disse nesta sexta-feira que gostaria de criar um banco na Coréia do Norte para ajudar os pobres do país e que a eliminação da pobreza reforçaria a estabilidade regional.
O economista de Bangladesh Muhammad Yunus, que ganhou o prêmio por seu trabalho para tirar milhões de pessoas da pobreza através de pequenos empréstimos para os mais necessitados, disse que seu conceito de "microcrédito" poderia funcionar em um país comunista como a Coréia do Norte.
- Se eles quisessem ter um programa de microcrédito, eu gostaria de fazer um programa bancário. A liderança não é toda a história de um país - disse Yunus durante visita a Seul, para receber outro prêmio.
A Universidade Daca, de Bangladesh, anunciou nesta sexta-feira que vai dar um título honorário de doutor para Yunus em reconhecimento por seu Prêmio Nobel.
Yunus não recebeu convite da Coréia do Norte, que está perto do último lugar na maioria dos índices mundiais de pobreza, mas outros países comunistas, como China e Cuba, procuraram sua ajuda com o microcrédito.
- Se Pequim pode fazer isso como decisão política e adotar o programa como política oficial do Partido Comunista da China, não vejo qualquer problema com os norte-coreanos.
Um novo banco
Yunus, 66, criou um novo tipo de banco em Bangladesh em 1976 para fazer empréstimos aos pobres, principalmente mulheres, permitindo que começassem pequenos negócios.
Ele argumenta que se uma mulher vender ovos de cinco galinhas, um empréstimo que lhe permita comprar 50 galinhas vai aumentar o bem-estar da família com risco mínimo, porque ela tem experiência e por causa da pressão na sua aldeia para qu