Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

EUA têm a saída de Aritides como lição para líderes 'fracassados'

Quinta, 04 de Março de 2004 às 21:57, por: CdB

Os Estados Unidos rejeitaram na última quinta-feira a pressão para investigar se o governo obrigou Jean-Bertrand Aristide a renunciar à Presidência do Haiti e fugir para o exílio. Washington disse também que não pretende apoiar líderes eleitos 'fracassados'.

Após dias enfrentando críticas de que teria patrocinado um golpe contra Aristide, o governo Bush voltou a defender a operação de 'resgate' que o levou para a África, fugindo de uma rebelião. Críticos dizem que essa ação abre um precedente para outros governantes esquerdistas da América Latina, como o venezuelano Hugo Chávez.

O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, disse que mesmo que os Estados Unidos 'reconheçam que um líder foi eleito', esse líder não pode confiar no apoio americano contra uma rebelião armada se Washington entender que ele governou mal.

- Não podemos ser chamados para intervir toda vez que haja violência contra um líder fracassado - disse Boucher a jornalistas.

- Não podemos gastar nosso tempo percorrendo o mundo e o hemisfério salvando gente que desperdiçou sua chance na liderança - completou.

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