Os Estados Unidos estão questionando um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) que indica os passos para que os países consigam reduzir as taxas de obesidade. Os americanos sustentam que o relatório é baseado em estudos falhos e insuficientes. A OMS recomenda comer mais frutas e vegetais, evitando gorduras e sal. Além disso, sugere aos governos que imponham limites às propagandas de comida direcionadas às crianças e estimulem a população a consumir produtos saudáveis.
O relatório ainda sugere que impostos e subsídios poderiam ser usados para reduzir o preço de comidas saudáveis, deixando-as mais atrativas para os consumidores. Estimativas internacionais mostram que existem 300 milhões de pessoas obesas no mundo e 750 milhões consideradas acima do peso, incluindo 22 milhões de crianças com menos de 5 anos.
O representante do departamento de saúde americano em Washington, William Steiger, enviou carta a OMS dizendo que o relatório não menciona a responsabilidade das pessoas para combinar dietas e atividades físicas. Segundo ele, os Estados Unidos focam sua luta contra a obesidade no que eles chamam de dieta total. "A idéia é de que todas as comidas podem ser parte de uma dieta saudável e balanceada."
Ele ainda diz que deve ser apoiada a responsabilidade pessoal para a escolha de uma dieta que combine ganho energético, controle de peso e saúde.
EUA se opõem a medidas contra a obesidade
Domingo, 18 de Janeiro de 2004 às 14:27, por: CdB