Um possível caminho para um acordo pode ter surgido, nesta segunda-feira, sobre a disputa entre os Estados Unidos e a Europa acerca dos planos da União Européia (UE) de suspender o embargo armamentista contra a China.
A eventual solução apareceu durante uma discussão sobre o embargo de armas que ocorreu ao longo do jantar entre o presidente dos EUA, Gerorge W. Bush, e o presidente francês, Jacques Chirac, disse uma alta fonte oficial de Bush.
O bloco de 25 nações européias vem procurando tranquilizar os EUA sobre a suspensão do embargo, que já dura 15 anos, dizendo que um código de conduta voluntário sobre as exportações européias de armas já foi atualizado levando em conta as preocupações.
A autoridade disse: "Nós gostaríamos de ouvir mais" sobre o código de conduta e sobre outros meios que a UE teria para satisfazer as preocupações norte-americanas em relação a transferências de alta tecnologia e ao fato de que o equilíbrio militar na região não seja alterado.
"A UE assumiu certas posições, deu certas declarações sobre o efeito hipotético de uma suspensão do embargo às armas, sem aumento qualitativo, sem aumento quantitativo, então nós gostaríamos de saber o que isso significa, como isso seria executado, como seria levado a diante dentro de uma visão real do mundo", disse a autoridade a jornalistas.
"Essa é então uma boa situação, mas eu não quero começar a falar sobre compromissos, porque isso seria inadequado a essa altura", declarou a fonte.
A UEE prometeu à China, em um encontro em dezembro, que iria trabalhar na direção da suspensão do embargo, imposto depois que Pequim lançou uma violenta operação contra manifestantes pró-democracia na Praça da Paz Celestial em 1989.
O porta-voz do governo da França, disse que o presidente Jacques Chirac discutiu o assunto com Bush. O país, segundo ele, reiterou mais uma vez que o fim do embargo é uma medida apropriada e que deve ser adotada de um modo que respeite os "compromissos de segurança".
Chirac tem sido o maior defensor, entre os líderes europeus, do fim do embargo, mas até a Inglaterra -- o mais próximo aliado de Washington no continente -- já decidiu apoiar a iniciativa.
Líderes chineses dizem que querem o fim do embargo porque vêem isso como um obstáculo injusto nas relações, e não porque desejam começar a comprar armas.