A influência dos EUA nos assuntos internos de países em todo o mundo não é novidade. Assassinatos, conspirações, golpes, prisões, torturas, ditaduras e guerras foram e ainda são organizadas pelo país que teme seu governo, acusado de ser "o maior terrorista do mundo" no Tribunal Hemisférico contra o Terrorismo e pela Vida, instalado neste sábado para julgar "os crimes que o império comete contra a humanidade", durante o VI Fórum Social Mundial.
O Tribunal, presidido pelo sociólogo francês, François Houtart, contou com intelectuais de todo o mundo em seu júri. Mesmo não tendo um valor jurídico oficial, o tribunal significou uma expressão a mais na luta dos povos contra o terrorismo de estado desenvolvido pelos Estados Unidos.
De acordo com Houtart a opinião publica tem o direito de saber a verdade dos fatos. Os crimes precisam ser denunciados e condenados porque representam uma ameaça a sobrevivência dos seres humanos, defendeu o sociólogo.
Durante todo o dia, pessoas de todas as partes do mundo concederam seu testemunho, provando como os Estados Unidos permanecem cometendo crimes contra a humanidade. Uma das testemunhas, Don Fernando Soares contou como perdeu seu filho de 20 anos na guerra do Iraque.
Em outro testemunho, uma ex-funcionária da Casa Branca apresentou diversas provas que confirmam a participação do império estadunidense na tentativa de golpe contra o presidente venezuelano Hugo Chávez. A Casa Branca deu dinheiro para financiar a elite venezuelana a atentar contra a democracia. Apesar do fracasso do golpe, os Estados Unidos permanecem com o objetivo de depor Chávez, democraticamente eleito, do poder.
OS Estados Unidos foram condenados por cometer, sistematicamente, crimes contra a humanidade. François Houtart afirmou no encerramento do tribunal que essas ações não são acidentes da história, mas resultado de uma política deliberada de dominação dos países estrangeiros que geram casos de violação de direitos humanos contra seus próprios cidadãos.