Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

EUA revelam que os norte-coreanos admitiram possuir armas nucleares

Quinta, 24 de Abril de 2003 às 12:06, por: CdB

Fontes do governo de Washington familiarizadas com as conversações mantidas em Pequim por representantes dos Estados Unidos, Coréia do Norte e China, revelaram, nesta quinta-feira, que os norte-coreanos admitiram possuir armas nucleares e testá-las em um futuro próximo. Uma fonte disse que o representante de Pyongyang no diálogo, Li Gun, fez um anúncio "impetuoso e descarado" sobre as armas nucleares da Coréia do Norte. Li teria perguntado ao subsecretário de Estado norte-americano para Assuntos da Ásia Oriental, James Kelly: "O que vocês vão fazer em relação a isso?". Uma outra fonte disse que Li revelou que o governo de Pyongyang poderia analisar a suspensão do programa de armas nucleares caso os Estados Unidos assinem um comunicado prometendo que não vai atacar a Coréia do Norte. Por outro lado, Li teria afirmando não ser possível destruir uma arma nuclear. As conversações entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte, com a participação da China, foram encerradas em Pequim um dia antes do programado, conforme anúncio feito pelo secretário de Estado norte-americano, Colin Powell. "Fortes pontos de vista foram apresentados por todas as partes", disse o secretário em entrevista coletiva, em Washington, referindo-se às divergências sobre o programa nuclear de Pyongyang. - Os norte-coreanos apresentaram sua posição com vigor, os chineses também, assim como nós. Os encontros estão chegando ao fim, agora - acrescentou. As conversações tinham sido iniciadas na última quarta-feira (23) e durariam três dias. Nenhuma razão foi divulgada, de imediato, para a antecipação do encerramento. Powell afirmou que as delegações apresentarão relatórios a seus respectivos governos para que as propostas sejam analisadas e determinarão os próximos passos a seguir. O secretário não mencionou as supostas armas nucleares da Coréia do Norte. Antes, uma porta-voz da embaixada norte-americana em Pequim havia declarado que mais uma reunião seria realizada na próxima sexta-feira, como previsto. Pyongyang quer fim de "hostilidades" Nas conversações desta quinta-feira, a Coréia do Norte exortou os Estados Unidos a abandonar o que chamou de política de hostilidade contra Pyongyang e acusou Washington de usar as inspeções de armas como um pretexto para lançar sua guerra contra o Iraque. O Governo Bush quer a eliminação do programa, mas Pyongyang condiciona essa possibilidade a garantias de segurança e a um compromisso formal de que seu país não será atacado. A agência de notícias norte-coreana KCNA afirmou que os Estados Unidos devem renunciar a suas intenções hostis antes que sejam iniciadas discussões sobre o desmantelamento do programa nuclear norte-coreano e sua verificação – as duas principais exigências de Washington. "Os Estados Unidos devem demonstrar que abandonaram sua política hostil em relação à Coréia do Norte", declarou uma nota da KCNA que, segundo analistas, viria das altas esferas do governo norte-coreano. "Essa é a chave para que tais conversações sejam frutíferas", observou. A nota também condena as razões para a campanha militar no Iraque. "As inspeções e o desarmamento forçado pelos Estados Unidos contra um Estado independente, em violação a sua soberania e a seus direitos, foram apenas uma justificativa para legitimar a agressão e a guerra", afirmou a nota, acrescentando que o arsenal nuclear norte-americano também tem que ser verificado. Em seu primeiro discurso sobre o estado da União, o presidente norte-americano, George W. Bush, acusou a Coréia do Norte, o Irã e Iraque de integrarem um "eixo do mal", por supostamente buscarem desenvolver armas de destruição em massa. E as tensões bilaterais vêm aumentando desde outubro passado, quando Washington declarou que autoridades norte-coreanas haviam admitido a diplomatas norte-americanos possuir um programa de armas nucleares, em violação a acordos internacionais. A Coréia do Norte neg

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