Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

EUA retiram benefício para produto brasileiro

Sexta, 29 de Junho de 2007 às 09:11, por: CdB

Os Estados Unidos decidiram eliminar alguns benefícios comerciais concedidos a Brasil, Índia e outros países em desenvolvimento por meio do Sistema Geral de Preferências (SGP). O anúncio acontece uma semana após as autoridades culparem Brasil e Índia pela falta de avanços na Rodada Doha, de liberalização do comércio mundial.

No caso do Brasil, a decisão significa que o país não poderá mais vender freios, peças de freios e ferro-zircônio para o mercado norte-americano sem pagar as tarifas norte-americanas de importação.

Nos dez primeiros meses do ano passado, o Brasil exportou para os EUA US$ 242 milhões em freios e peças de freios e US$ 700 mil em ferro-zircônio, segundo o USTr (o equivalente ao Ministério do Comércio Exterior).

Favorável ao fim da medida, o senador republicano Charles Grassley comemorou a decisão. "Eu questiono cada vez mais porque nós damos tratamento preferencial a todos os produtos de países como Brasil, Índia e Venezuela, que têm trabalhado ativamente contra os interesses comerciais dos EUA."

"Acho que vocês verão uma aceleração real de acordos bilaterais e regionais, incluindo algo como um acordo de livre comércio com a Ásia-Pacífico, se a rodada de Doha desaparecer realmente do cenário", disse Schwab, segundo a edição do jornal The Australian desta sexta-feira.

Schwab visitará a Austrália na próxima semana, para participar de um encontro de ministros da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), formada por 21 países.

A rodada de Doha, lançada há quase seis anos para tentar incentivar o comércio global e tirar milhões de pessoas da pobreza, parou devido a debates sobre subsídios agrícolas e tarifas na Europa e nos EUA.

Brasil e Índia também relutam em abrir seus mercados a mais produtos agrícolas e industrializados sem cortes maiores no apoio agrícola na Europa e nos EUA.

A Austrália, que apóia o livre comércio e maior abertura de mercados, principalmente para a agricultura, espera que o encontro da Apec estabeleça novas metas para a redução de barreiras comerciais internas.

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