O porta-voz do Departamento de Estados dos EUA, Sean McCormack, rejeitou rumores que sugeriam uma possível negociação para liberar os cinco funcionários iranianos detidos na cidade de Irbil.
Os iranianos, que poderiam ser, segundo seus captores, soldados da Guarda Revolucionária iraniana, foram detidos em uma operação na qual também foi encontrado material bélico.
À época, o Exército americano acusou o Irã de fornecer armas e tecnologia às milícias insurgentes que operam no Iraque.
Os militares britânicos que faziam parte da tripulação do HMS Cornwall foram detidos no dia 23 de março, quando terminavam de inspecionar um navio mercador no norte do Golfo Pérsico.
A Grã-Bretanha, por sua vez, diz que os militares estavam em águas iraquianas e se negam a pedir perdão.
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O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack, disse que "a comunidade internacional não vai tolerar que o governo do Irã utilize este tema para desviar a atenção do resto do mundo para a situação em que se encontra em relação a seu programa nuclear".
Mais cedo, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, havia condenado o Irã por exibir os militares na TV estatal. Para Blair, o gesto "aumenta o sentimento popular de ojeriza".
Na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU chegou a um acordo para expressar "grave preocupação" pelas ações iranianas, sem no entanto condená-las.
Já a União Europeia (EU) pediu, em uma nota assinada por todos os seus 27 ministros do Exterior, que o Irã liberte os militares imediatamente e sem impor condições.
O especialista em Defesa da BBC, Paul Wood, disse que existe uma "teoria" segundo a qual os marinheiros britânicos foram capturados em obediência a uma ordem "procedente dos mais altos níveis do governo iraniano", o que torna a negociação "um jogo bastante diferente" para o Ministério britânico do Exterior.
Segundo o especialista, no ano passado o presidente americano, George W. Bush, ordenou secretamente que agentes iranianos supostamente trabalhando no Iraque deveriam ser capturados ou mortos, porque a coalizão acreditava que Teerã está "fomentando problemas" no país vizinho.
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Uma segunda confissão de um dos marinheiros foi exibida na sexta-feira pelo canal de televisão estatal iraniano Al-Alam.
No vídeo, o militar, identificado como Nathan Thomas Summers pela agência de notícias oficial do Irã (IRNA), diz: "Entramos em águas iranianas sem permissão e fomos presos pela guarda costeira iraniana".
"Gostaria de pedir desculpas por entrar em suas águas sem permissão. Sei que isso ocorreu em 2004, e o nosso governo prometeu que não iria mais acontecer", afirmou o soldado.
"Desde que fomos presos no Irã o nosso tratamento tem sido muito amigável. Nós não fomos mal tratados em momento algum, eles têm cuidado muito bem de nós. Basicamente, a comida que eles têm nos servido é boa e estou grato de que nada de ruim nos aconteceu."
O Ministério do Exterior britânico descreveu as mais recentes imagens de "exploração vergonhosa", e voltou a negar que seus marinheiros tenham invadido o território marítimo iraniano.
Há alguns dias, a m