Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

EUA rejeitam apelo em carta de Gaddafi e voltam a pedir sua saída

O governo dos Estados Unidos rejeitou um apelo pessoal do líder líbio, Muammar Gaddafi, ao presidente americano, Barack Obama, e repetiu a exigência de que ele renuncie e deixe o país para o exílio.

Quinta, 07 de Abril de 2011 às 09:03, por: CdB
size_590_rebelde-libia.jpg
O governo dos Estados Unidos rejeitou um apelo pessoal do líder líbio, Muammar Gaddafi, ao presidente americano, Barack Obama, e repetiu a exigência de que ele renuncie e deixe o país para o exílio. – O senhor Gaddafi sabe o que ele precisa fazer, afirmou a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, comentando a carta de três páginas do líder líbio recebida por Obama. Na correspondência, Gaddafi pediu a Obama que pare com a guerra injusta. Um porta-voz da Casa Branca também respondeu à carta de Gaddafi, dizendo que ações, e não palavras, são esperadas agora por parte do líder líbio. Os Estados Unidos participam, ao lado de países como França e Grã-Bretanha, da coalizão internacional liderada pela Otan que vem promovendo ataques aéreos contra as forças de Gaddafi para garantir a segurança dos civis líbios. Uma resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU no mês passado estabeleceu uma zona de exclusão aérea na Líbia e autorizou a ação militar para proteger os civis opositores dos ataques pelas forças de Gaddafi. A Líbia vinha sendo palco de manifestações intensas contra o regime de Gaddafi, inspirados pela onda de protestos pró-democracia em países árabes. Relatos não confirmados indicam que um bombardeio promovido pela coalizão internacional pode ter danificado um oleoduto. Khaled Kaim, vice-ministro das Relações Exteriores de Gaddafi, afirmou a jornalistas estrangeiros em Trípoli que três guardas teriam sido mortos e outros funcionários feridos durante um ataque aéreo promovido por caças britânicos no campo de petróleo Sarir, na bacia de Sirte. Porém o campo de petróleo estava sob controle das forças rebeldes, que acusaram o governo de promover ataques na região, forçando a interrupção da produção de petróleo. O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha não comentou as declarações do governo líbio, mas na tarde da quarta-feira havia afirmado que caças britânicos haviam atingido alvos no entorno de Sirte e Misrata, atacando veículos blindados e tanques. Na carta enviada ao presidente americano, Gaddafi se referia a Obama como nosso filho,  em uma aparente referência às raízes africanas de Obama - e pediu aos Estados Unidos que pare uma guerra injusta contra um pequeno povo de um país em desenvolvimento. O líder líbio saudou ainda o fato de que os caças americanos já não estarem participando dos ataques aéreos na Líbia e acusou os rebeldes de serem militantes da Al-Qaeda. Segundo ele, sua nação foi ferida moralmente mais do que fisicamente. Em Washington, Hillary Clinton afirmou que – não há nenhum mistério sobre o que se espera do senhor Khadafi agora. – É preciso haver um cessar-fogo e suas forças devem se retirar das cidades que tomaram à força com grande violência e custo humano, disse. Deve haver uma decisão sobre sua saída do poder e sua saída da Líbia, afirmou. O ex-congressista americano Curt Weldon chegou nesta quinta-feira a Trípoli a convite do governo líbio, e disse que pedirá a Gaddafi que deixe o poder. A Casa Branca disse ter sido informada antecipadamente sobre a visita, mas afirmou que Weldon não foi ao país como enviado oficial do governo americano.
Tags:
Edições digital e impressa