Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

EUA reduzem representação diplomática na Síria

Os Estados Unidos reduziram sua presença diplomática na Síria depois do ataque contra sua embaixada em Damasco, oferecendo vôos para levar para casa as famílias de funcionários e os diplomatas cuja presença não seja fundamental. (Leia Mais)

Quinta, 14 de Setembro de 2006 às 14:37, por: CdB

Os Estados Unidos reduziram sua presença diplomática na Síria depois do ataque contra sua embaixada em Damasco, oferecendo vôos para levar para casa as famílias de funcionários e os diplomatas cuja presença não seja fundamental. A decisão não reflete uma deterioração maior da tensa relação entre Washington e Damasco. Trata-se de uma preocupação na questão da segurança, disse um funcionário do Departamento do Estado norte-americano que preferiu não ser identificado.

Quatro homens gritando slogans islâmicos tentaram explodir a embaixada em Damasco, mas o plano fracassou porque seguranças sírios mataram três deles, a tiros. O quarto homem acabou morrendo depois, em decorrência dos ferimentos. Nenhum diplomata norte-americano ficou ferido no incidente, mas o Departamento de Estado disse que o ataque "ressalta a presença de grupos terroristas na Síria que têm recursos e a intenção de atingir os interesses americanos". Um guarda sírio morreu no ataque e 13 pessoas ficaram feridas.

"O Departamento de Estado adverte os cidadãos norte-americanos que adiem viagens à Síria que não sejam essenciais. Os cidadãos americanos que já estão na Síria devem avaliar cuidadosamente a situação de sua segurança e pensar em ir embora", disse o departamento num comunicado publicado em sua página na Internet

Os Estados Unidos chamaram de volta seu embaixador na Síria em fevereiro de 2005, depois do assassinato do ex-premiê libanês Rafik al-Hariri, em Beirute. Washington responsabilizou a Síria pelo assassinato, mas Damasco nega envolvimento. As críticas dos EUA à Síria aumentaram nos últimos meses, principalmente durante a guerra entre Israel e o Hizbollah, grupo militante libanês que é apoiado pela Síria e pelo Irã.

Os Estados Unidos consideram a Síria um "Estado que patrocina o terrorismo", por causa do apoio ao Hizbollah e a grupos militantes palestinos. Os EUA também acusam a Síria de não evitar que insurgentes anti-EUA cruzem a fronteira entre o país e o Iraque.

- Não estamos falando de reduzir significativamente nossa presença diplomática, mas principalmente de tirar os dependentes daqui. A equipe de lá não é tão grande assim, não há tantos familiares assim, portanto não acho que estejamos falando de muita gente - disse o funcionário do Departamento do Estado.

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