Os Estados Unidos reduziram sua presença diplomática na Síria depois do ataque contra sua embaixada em Damasco, oferecendo vôos para levar para casa as famílias de funcionários e os diplomatas cuja presença não seja fundamental. A decisão não reflete uma deterioração maior da tensa relação entre Washington e Damasco. Trata-se de uma preocupação na questão da segurança, disse um funcionário do Departamento do Estado norte-americano que preferiu não ser identificado.
Quatro homens gritando slogans islâmicos tentaram explodir a embaixada em Damasco, mas o plano fracassou porque seguranças sírios mataram três deles, a tiros. O quarto homem acabou morrendo depois, em decorrência dos ferimentos. Nenhum diplomata norte-americano ficou ferido no incidente, mas o Departamento de Estado disse que o ataque "ressalta a presença de grupos terroristas na Síria que têm recursos e a intenção de atingir os interesses americanos". Um guarda sírio morreu no ataque e 13 pessoas ficaram feridas.
"O Departamento de Estado adverte os cidadãos norte-americanos que adiem viagens à Síria que não sejam essenciais. Os cidadãos americanos que já estão na Síria devem avaliar cuidadosamente a situação de sua segurança e pensar em ir embora", disse o departamento num comunicado publicado em sua página na Internet
Os Estados Unidos chamaram de volta seu embaixador na Síria em fevereiro de 2005, depois do assassinato do ex-premiê libanês Rafik al-Hariri, em Beirute. Washington responsabilizou a Síria pelo assassinato, mas Damasco nega envolvimento. As críticas dos EUA à Síria aumentaram nos últimos meses, principalmente durante a guerra entre Israel e o Hizbollah, grupo militante libanês que é apoiado pela Síria e pelo Irã.
Os Estados Unidos consideram a Síria um "Estado que patrocina o terrorismo", por causa do apoio ao Hizbollah e a grupos militantes palestinos. Os EUA também acusam a Síria de não evitar que insurgentes anti-EUA cruzem a fronteira entre o país e o Iraque.
- Não estamos falando de reduzir significativamente nossa presença diplomática, mas principalmente de tirar os dependentes daqui. A equipe de lá não é tão grande assim, não há tantos familiares assim, portanto não acho que estejamos falando de muita gente - disse o funcionário do Departamento do Estado.