Soldados dos Estados Unidos que procuram Saddam Hussein na região onde o ex-presidente iraquiano nasceu disseram neste domingo que esperam capturá-lo vivo, no mesmo dia em que um ataque da guerrilha feriu gravemente um iraquiano em Bagdá.
- Claramente vamos trazê-lo vivo para extrair o máximo de inteligência - disse o tenente Jason Price, do 22o Regimento de Infantaria.
Tropas da 4a. Divisão de Infantaria em Tikrit, a 160 quilômetros ao norte de Bagdá, realizaram na última semana uma série de incursões a casas e fazendas onde simpatizantes de Saddam estariam escondidos e prenderam muitas pessoas.
Nesta manhã, um carro civil iraquiano atingiu um aparato explosivo e incendiou-se na estrada em direção à base dos EUA no aeroporto de Bagdá, deixando o motorista gravemente ferido. O sargento Brent Williams, da 1a Divisão Blindada, disse que a explosão provavelmente foi causada por uma mina. Questionado se o aparelho fora implantado para atingir comboios norte-americanos, que usam a estrada regularmente ele disse.: "É uma possibilidade". Uma multidão de crianças reuniu-se no local, atirando pedras contra os soldados. "Nossa carne e sangue sacrificaremos por você, Saddam", gritavam.
Os Estados Unidos oferecem US$ 25 milhões pela cabeça de Saddam e Washington disse que já pagou os 30 milhões de dólares para o homem que traiu e entregou os filhos de Saddam, Uday e Qusay. Eles foram enterrados ontem. Mas Saddam continua foragido. Redes árabes de televisão transmitiram diversas gravações supostamente de Saddam, incentivando os iraquianos a fazerem uma guerra santa para expulsar as tropas dos EUA.
O coronel James Hickey, comandante da 4a infantaria, disse que o ditador deposto está sendo forçado a ir a locais de difícil acesso.
- Se ele ficar estacionado, nós o encontraremos. Se eles tentarem se mover, correm o risco de se deparar com uma de nossas patrulhas - disse o militar em Tikrit