Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

EUA querem reduzir número de presos em Guantánamo

Sexta, 11 de Março de 2005 às 06:34, por: CdB

O Pentágono pretende cortar em mais da metade o número de presos na Base de Guantánamo, em Cuba, informou o jornal The New York Times. Os Estados Unidos têm sido alvo de acusações de abusos e torturas de detentos no local.

O Pentágono espera transferir centenas de detentos para prisões na Arábia Saudita, no Afeganistão e no Iêmen e quer apoio de outras agências federais para facilitar o processo, publicou o jornal, citando importantes autoridades administrativas.

Memorandos do FBI publicados recentemente acusaram interrogadores do Pentágono de usarem "técnicas de tortura" em Guantánamo. Os militares norte-americanos lançaram em janeiro uma investigação interna para averiguar as acusações de que internos estavam sendo torturados.

Guantánamo tem 540 presos suspeitos de serem da rede Al Qaeda e do Taliban. Afeganistão, Arábia Saudita e Iêmen possuem mais de 100 prisioneiros cada, informou a autoridade.

Quase todos os detentos são mantidos no local, apesar de não haver acusações contra eles e alguns estão em Guantánamo há mais de três anos. Os Estados Unidos os nomeou como "combatentes inimigos" e negou o título de prisioneiros de guerra a eles, o que proporcionaria certos direitos aos detentos devido a leis internacionais.

Autoridades administrativas disseram que o Pentágono pode enfrentar oposição da CIA, do Departamento de Estado e do Departamento de Justiça. Esses órgãos fizeram oposição a transferências passadas devido a preocupações com segurança e à possibilidade de os prisioneiros serem maltratados, informou o jornal.

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