O governo dos Estados Unidos está pressionando países vizinhos a persuadirem sunitas no Iraque a votarem nas eleições marcadas para janeiro, afirmou no final da noite desta segunda-feira o Secretário de Estado norte-americano, Colin Powell.
A declaração foi feita no mesmo dia em que o maior partido da minoria se retirou do pleito.
Procurando dirigir as eleições nos bastidores de modo que um número suficiente de sunitas compareçam ao dia da votação, dando assim legitimidade à nova legislatura, os EUA também sugeriram a líderes iraquianos que devessem dar aos sunitas cargos no governo depois do pleito.
- Estamos encorajando todos os sunitas a se unirem a esse esforço, para dizerem não ao terrorismo, não aos assassinatos e sim à democracia - declarou Powell durante uma entrevista coletiva de imprensa.
- Também estamos conversando com todos os nosso amigos na região, os países vizinhos que têm influência sobre a comunidade sunita, para levá-los a estimular os líderes sunitas a votarem - disse.
A insurgência iraquiana é mais intensa nas áreas sunitas. Isso faz com que aumentem as preocupações entre os integrantes da minoria de que eles serão marginalizados após as eleições.
Durante o governo de Saddam Hussein, os sunitas dominaram o país.
Na segunda-feira, o Partido Islâmico Iraquiano anunciou que a intimidação era a principal razão por trás da decisão de deixar de participar da eleição de 30 de janeiro. Segundo o partido, a violência no norte e no oeste do país significa que o processo eleitoral poderá não ser livre e justo.