Um funcionário do Pentágono disse nessa terça-feira que os Estados Unidos querem criar uma nova estratégia de segurança para a América Latina. A nova estratégia irá favorecer a colaboração entre as regiões e instituições militares contra ameaças como o terrorismo e o narcotráfico.
O funcionário afirmou que no mecanismo anterior a Marinha ou o Exército de um determinado país colaborava diretamente apenas com seu equivalente norte-americano.
- O que percebemos é que os países estão interessados em substituir esse formato tradicional por algo mais regional - disse. Pardo-Maurer acrescentou ainda que a proposta também faz distinção entre as sub-regiões, como o Cone Sul ou a América Central.
A doutrina anterior era baseada no Tratado do Rio, da época da Guerra Fria e garantia a solidariedade mútua em caso de agressão externa.
- Um país não pode fazer sua segurança sozinho, precisa de cooperação internacional -, afirmou Richard Downie, diretor do Centro de Estudos da Defesa Hemisférica, da Universidade Nacional da Defesa, na conferência sobre as ameaças à segurança latino-americana, organizada pelo Centro para os Estudos Internacionais Estratégicos.
Pardo-Maurer disse que, em termos gerais, os Estados Unidos querem melhorar a segurança da América Latina ajudando os países a superar a "debilidade do Estado".
Como exemplo da nova doutrina, Pardo-Maurer mencionou os recentes exercícios conjuntos entre os EUA, o Panamá e Chile para defender o Canal do Panamá de possíveis ataques terroristas.