Agências de inteligência dos Estados Unidos vêm secretamente retirando do acesso público, nos arquivos nacionais, milhares de documentos históricos que estavam disponíveis havia anos, disse o site do New York Times nesta terça-feira. A reavaliação de mais de 55 mil páginas previamente abertas ao público começou em 1999, quando a CIA e outras cinco agências criticaram o que foi classificado como uma apressada divulgação de informações sensíveis após uma ordem assinada pelo presidente Bill Clinton, em 1995.
O programa secreto foi acelerado depois que o governo Bush assumiu o comando do país e especialmente após os ataques de 11 de setembro de 2001, disse o jornal. O assunto veio à tona depois que o historiador Matthew Aid reparou que dezenas de documentos que havia copiado ao longo dos anos haviam sido retirados das prateleiras abertas dos arquivos, segundo o Times.
Pelas atuais regras nos EUA, documentos do governo são abertos ao público depois de 25 anos, a menos que haja um motivo em especial para mantê-los sob segredo.