A democrata Dianne Feinstein vistoriou a prisão de Guantânamo
O chefe de gabinete da Casa Branca, Denis McDonough, e os senadores John McCain (do Partido Republicano) e Dianne Feinstein (do Partido Democrata) reiteraram que será cumprido o compromisso de fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba. No presídio, são mantidos, em geral, os presos acusados e em muitos casos não julgados por suposto envolvimento com ações terroristas. A maioria dos detentos é formada por seguidores do islamismo. Na véspera, manifestantes protestaram em frente à Casa Branca para reivindicar o fim da prisão.
McDonough, McCain e Feinstein foram até a Base Naval dos Estados Unidos em Guantânamo, em Cuba. Eles analisaram as instalações e operações na prisão para determinar os passos seguintes para o seu fechamento. Em comunicado, a Casa Branca e os senadores elogiaram os funcionários pela “forma segura e respeitosa” com que tratam os 166 presos. Porém, nos últimos dias 103 detentos fizeram greve de fome em protesto ao modo como eram tratados pelos funcionários norte-americanos de Guantánamo. Os detentos reclamaram de desrespeito à religião muçulmana e agressões. Pelo menos 41 presos são alimentados à força. Dos 166 detidos, 86 receberam autorização para serem libertados.
Em nota, os congressistas afirmaram que seguiam "pensando que está em nosso interesse nacional pôr fim às detenções em Guantánamo, mediante uma transição segura e ordenada dos detidos para outros lugares. Temos a intenção de trabalhar, com um plano conjunto do Congresso e da Administração, para tomar os passos necessários para que isso ocorra", especificaram McDonough e os dois senadores, sem mais detalhes.
McDonough, McCain e Dianne - que preside A Comissão de Inteligência do Senado - viajaram para Guantánamo para determinar que passos a Casa Branca e o Congresso devem seguir "para conseguir o objetivo do presidente de fechar as instalações", indicou a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, Caitlin Hayden. Dos 166 presos que atualmente estão em Guantánamo, 86 receberam o sinal verde para ser libertados, enquanto 103 se encontram em greve de fome para protestar contra sua condição. Destes, 41 estão sendo alimentados à força, segundo um comunicado divulgado na última quinta-feira pelo Exército americano.
A onda de greve de fome, que começou ainda no início do ano, disparou os alertas sobre as condições da prisão e, inclusive, obrigou a Obama a se pronunciar novamente sobre o fechamento do presídio que já havia dito durante a campanha eleitoral de 2008. Esta manhã, sob uma intensa chuva, uma dezena de manifestantes retomaram seu protesto semanal das sextas-feiras perante a Casa Branca para exigir o fechamento do presídio.
A visita do enviado de Obama e dos dois parlamentares a Guantânamo ocorre uma semana depois de o governo apresentar um novo plano para o fechamento da prisão. A greve de fome dos presos levou Obama a se manifestar sobre a promessa de fechar a prisão, feita por ele na campanha eleitoral de 2008.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.