Se os Estados Unidos estão de fato preocupados com a concorrência da China devem enfrentar a questão crucial da manipulação cambial, sem o que toda discussão sobre tarifas comerciais, subsídios e defesa comercial pode cair no vazio ou apenas atenuar o inevitável, a invasão chinesa de nossos mercados.
Os termos de nossas relações políticas e comerciais com os EUA são insuficientes, para não dizer inaceitáveis para o Brasil hoje, já que eles não nos reconhecem de fato como um ator político no mundo e nossas relações comerciais estão cada são piores.
Basta olhar nosso crescente déficit e a perda de mercados de manufaturados para bens primários nos EUA. Diante do potencial das relações Brasil-EUA, e dado a complementaridade das economias dos dois países, de nossa parte temos consciência de que precisamos aumentar a produtividade e enfrentar nossos problemas domésticos.
Mudança de matriz energética dos WEUA afeta o Brasil
A questão é saber se os Estados Unidos tem consciência de que as mudanças em sua matriz energética, com implicações ambientais e em sua pauta exportadora, passam também pelo Brasil. E a consciência de que somos economias continentais com grande potencial de cooperação e comércio, desde que se priorize sempre as negociações bilaterais e se reconheça nossa vocação multilateral.
É preciso que a partir das relações diplomáticas e políticas entre os dois países nossa presidenta, Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciem hoje um novo período, uma nova época na aproximação Brasil-EUA.
Caso contrário, não restará ao Brasil outra alternativa a não ser cuidar de si próprio e estabelecer, como já fez no passado com relação a ALCA eapesar do papel hegemônico dos Estados Unidos, sua própria estratégia de integração e de relações internacionais.
EUA precisam enfrentar a manipulação cambial
Sábado, 19 de Março de 2011 às 05:05, por: CdB