EUA pedem que Vaticano seja duro com Putin sobre Ucrânia
Os Estados Unidos pediram ao Vaticano nesta quarta-feira que critique com mais força o envolvimento da Rússia no conflito na Ucrânia, horas antes de o papa Francisco se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin.
Vista geral da praça de São Pedro, no Vaticano
Os Estados Unidos pediram ao Vaticano nesta quarta-feira que critique com mais força o envolvimento da Rússia no conflito na Ucrânia, horas antes de o papa Francisco se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin.
- Parece de fato que a Rússia apóia os insurgentes e parece que há tropas russas dentro da Ucrânia - disse Ken Hackett, o embaixador dos EUA no Vaticano.
- Talvez esta seja uma oportunidade para o Santo Padre levantar preocupações, em particular. Certamente o papa Francisco está sendo informado sobre o que está acontecendo no leste da Ucrânia ... por isso, ele não desconhece o assunto - disse Hackett.
Em fevereiro, quando o papa se referiu ao conflito na Ucrânia como uma "guerra entre cristãos" sem criticar Moscou, a Igreja Ortodoxa Russa elogiou seu pronunciamento, dizendo que foi uma abordagem equilibrada.
Mas o Vaticano teve de fazer um esclarecimento depois que um bispo católico ucraniano definiu as palavras do papa como "particularmente dolorosas" para todos os ucranianos.
Os países ocidentais, a Ucrânia e a Otan dizem haver evidências de que a Rússia está enviando tropas e armas para os rebeldes no leste da Ucrânia, embora o governo russo negue com veemência essas acusações.
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