Os Estados Unidos não querem que Taiwan envie tropas ao Iraque para não gerar atritos com a China, país que considera essa ilha como uma província renegada, afirmou hoje, quarta-feira, o secretário de Estado adjunto, James Kelly.
Kelly explicou ante um subcomitê da Câmara de Representantes, que Washington não está buscando a ajuda taiuanesa no Iraque, apesar de uma oferta de tropas feita pelas autoridades desse país.
A rejeição a essa iniciativa de Taiwan acontece quando a administração do presidente George W. Bush ainda busca o apoio internacional necessário para batalhar contra a crítica situação registrada em solo iraquiano.
Kelly disse que, embora a oferta possa beneficiar o Iraque, o mais provável é que "aumente consideravelmente as tensões na Ásia", em uma clara alusão à reação que a presença militar taiuanesa no Iraque poderia ter na China.
Alguns legisladores da câmara baixa apresentaram recentemente uma resolução na qual urgem a Bush que peça a Taiwan o envio de tropas ao país árabe.
Esse projeto foi enviado para ser estudado na Comissão de Relações Internacionais da Câmara.
Kelly assegurou que até hoje o apoio de Taiwan no Iraque se limitou à assistência humanitária.
O representante democrata Brad Sherman manifestou, na audiência de hoje, que Pequim deu pouca ajuda aos EUA nas gestões para conseguir que a Coréia do Norte desista de manter o desenvolvimento de seu programa nuclear.
A China, junto com Coréia do Sul, Japão, EUA e Rússia, participa de negociações com a Coréia do Norte que visam a conseguir uma solução para a crise nuclear deste último país.
"Deveríamos dizer à China que não continue subsidiando a Coréia do Norte enquanto acumula o maior superávit comercial em seu intercâmbio com os Estados Unidos", assinalou Sherman.
Em 2003, a China obteve um superávit de cerca de 125 bilhões de dólares em seu comércio com os EUA.
Kelly informou que dentro de poucos dias a Casa Branca enviará a Pequim uma missão de alta categoria para manter conversações sobre o déficit comercial e temas trabalhistas chineses.
Indicou, além disso, que Washington não tem evidências de que esse país tenha dado apoio recente ao programa nuclear da Coréia do Norte.