Um analista norte-americano escreveu na publicação The National Interest um artigo sobre a correlação entre o poder militar da Rússia e as ambições do país na política exterior, argumentando que a prova disso é o recente desenvolvimento de novas tecnologias pela Rússia.
Segundo o analista Blake Franko, a "arma segreda" da Rússia podem ser sistemas de robôs e equipamentos militares não tripulados. Ele opina que a Rússia tenta ultrapassar o modelo militar soviético, que segundo o autor do artigo, é "quantidade acima de qualidade".
Blake Franko vê na modernização de armamentos por parte da Rússia, no desenvolvimento do tanque Armata e de outras tecnologias modernas "uma ameaça real e que pode tornar-se cada vez mais problemática".
- Os EUA devem estar preparados para lidar com a muito provável corrida aos armamentos robotizados - escreveu.
Deste modo, a propaganda norte-americana parece insistir na alegada “ameaça russa”. A mídia dos EUA já tem várias vezes mencionado os esforços intensificados da Rússia na área do desenvolvimento de tecnologias militares, especialmente drones. Uma coisa curiosa é que foram os próprios Estados Unidos que começaram a usar ativamente aviões não tripulados nos ataques aéreos contra terroristas da Al-Qaeda.
E ainda mais interessante é o fato de as vítimas mortais entre população civil parecerem nunca preocupar o governo dos EUA. Mesmo a declaração feita por presidente Obama em abril do ano corrente falava de vítimas "acidentais" de um ataque de drones no Paquistão.
Enquanto isso, segundo várias estimativas, desde 2004, em resultado de ataques aéreos com o uso de drones, só no Paquistão foram mortas mais de 3 mil pessoas.
Alianças norte-americanas
O próximo presidente norte-americano precisa urgentemente de rever as alianças norte-americanas em todo o mundo, considera a revista norte-americana Foreign Policy.
Segundo a edição, as relações dos EUA com os seus aliados tradicionais estão cada vez mais deterioradas.
A revista enumera diversas razões da deterioração da situação. Uma delas é absolutamente natural. Muitas das alianças mais importantes foram formadas logo depois da Segunda Guerra Mundial. Elas foram estabelecidas para enfrentar os desafios da Guerra Fria e outras ameaças do século XX. No entanto, estas parcerias se tornaram cada vez mais obsoletas e sem rumo.
- Os esforços da OTAN para definir uma missão após a Guerra Fria foram incoerentes e produziram indecisão e maus resultados quando algumas ações foram empreendidas, do Afeganistão à Líbia, depois à Ucrânia - escreve a revista norte-americana.
De acordo com Foreign Policy, no mundo pós-bipolar, a OTAN tem tomado decisões mal pensadas, se observam divergências entre os aliados:
- No caso da OTAN, é claro, não é apenas o fato de a aliança não conseguir se adaptar à situação geopolítica, à natureza dos conflitos. É também uma questão de disfunção política dentro da aliança do Atlântico Norte. A Europa não conseguiu ter uma política externa unificada.
As alianças mais amplas no Oriente Médio e em outras partes do mundo estão também em condições lamentáveis, escreve a Foreign Policy.
Dizer que as relações tradicionais não estão a funcionar é o mínimo que se pode dizer, conclui a mídia norte-americana.