Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2026

EUA lutam uma guerra perdida, no Iraque

O comando militar norte-americano, após um bombadeio de obuses contra uma de suas bases em Mahmudiya, nesta sexta-feira, a 40 quilômetros ao sul da capital, confirmou três baixas, neste sábado. Um dos soldados morreu. A operação ocorreu pouco antes do início das conversações do secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, com as autoridades iraquianas, que transcorrem em ambiente de tensão. (Leia Mais)

Sábado, 21 de Abril de 2007 às 09:43, por: CdB

O comando militar norte-americano, após um bombadeio de obuses contra uma de suas bases em Mahmudiya, nesta sexta-feira, a 40 quilômetros ao sul da capital, confirmou três baixas, neste sábado. Um dos soldados morreu. A operação ocorreu pouco antes do início das conversações do secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, com as autoridades iraquianas, que transcorrem em ambiente de tensão, segundo a agência cubana de notícias Prensa Latina, com o agravamento das ondas de violência em série que, nos últimos dez dias, deixa um saldo superior a 150 mortos..

Um porta-voz militar norte-americano salientou que a base bombardeada está situada em Mahmudiya, uma das mais perigosas do país devido à presença maciça dos insurgentes que combatem as tropas de ocupação. Além do mais, anunciaram, na noite desta quinta-feira, a morte em Bagdá de três militares dos EUA em ações da resistência, apesar do estrito plano de controle da capital iraquiana, implantado há umas semanas. Em meio a esse panorama, é muito possível que Gates peça para seus interlocutores iraquianos encontrarem uma saída para diminuir as ações da resistência por meios políticos, em face da impossibilidade de fazê-lo pela via militar.

O conflito desencadeado no Iraque pela invasão e ocupação norte-americana passou a ser um assunto interno nos EUA e, com certeza, marcará a próxima campanha eleitoral, fato que justifica a visita de Gates.
 
Guerra perdida

Líder da maioria democrata no Congresso dos EUA, Harry Reid reiterou, em entrevista na noite desta sexta-feira, que "a guerra no Iraque está perdida, e o envio de reforços decidido em janeiro não servirá de nada", noticiou a Prensa Latina.

Segundo a agência francesa de notícias AFP, na confirmação do discurso de Reid, o político sustenta suas afirmações com base no aumento da "espiral de violência extrema no Iraque, esta semana". O horário das declarações do parlamentar coincidiram com o do discurso do presidente norte-americano, George W. Bush,  que, no mesmo momento, no Estado de Ohio, no Centro-Oeste do país, saia em defesa do reforço de tropas e da "luta contra o terrorismo".

Poucas horas depois, já na manhã deste sábado, a agência italiana de notícias Ansa notificou a morte de dois soldados britânicos em conseqüência de uma explosão provocada por um grupo radical xiita que se opõe à ocupação do sudeste iraquiano. O Ministério da Defesa inglês confirmou as baixas. Ainda segundo a Ansa, outros três militares britânicos foram feridos. Um deles encontra-se internado, em estado crítico.

Em sua visita de surpresa a Bagdá, o secretário de Defesa norte-americano enfrenta a realidade de 53 militares mortos nos 21 dias deste mês e o quadro de ingovernabilidade em que o Iraque se encontra. Logo após o desembarque de Reid, um comando armado armou uma emboscada a Muthanna Mohammed Khalaf al Jouburi, filho do ministro do Interior e integrante de uma das facções xiitas que integram o governo, segundo noticiou a agência árabe de notícias Aswat al Iraq.

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