Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2026

EUA liberam US$ 80 milhões para reforçar segurança da Palestina

Quinta, 02 de Agosto de 2007 às 09:55, por: CdB

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, assinou um acordo nesta quinta-feira que prevê o envio de US$ 80 milhões (cerca de R$ 150 milhões) para reformar os serviços de segurança do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Rice e Abbas se reuniram hoje na Cisjordânia, em mais um gesto de apoio ao governo da ANP para isolar o grupo islâmico Hamas, que tomou a faixa de Gaza em meados de junho.

A secretária de Estado reafirmou que uma conferência de paz planejada pelos EUA para o próximo outono terá o objetivo de facilitar o estabelecimento de um Estado palestino independente, e que Israel está pronto para discutir questões fundamentais para que isso ocorra.

Abbas também sinalizou durante a reunião que está disposto a fazer concessões. Ele disse que está pronto para trabalhar em uma "declaração de princípios" - um passo em direção a um acordo de paz amplo.

O premiê de Israel, Ehud Olmert, sugeriu que uma declaração do tipo fosse negociada na última semana, mas esta foi a primeira vez que Abbas comentou oficialmente a idéia.

Rice disse em uma entrevista coletiva na Cisjordânia hoje que o presidente dos EUA, George W. Bush, quer ver progresso em direção a um Estado palestino durante a conferência. A secretária deverá retornar ao Oriente Médio antes do outono, quando a conferência deverá ocorrer.

O movimento islâmico Hamas, que efetivamente controla a faixa de Gaza desde junho, criticou a iniciativa americana e as demonstrações de apoio a Abbas, que além de presidente da ANP, é líder da facção rival Fatah.

Hamas e Fatah, que possuem braços armados e políticos, dividiam o poder no governo de coalizão palestino até o último mês, mas romperam o acordo após uma onda de violência que deixou mais de cem mortos em Gaza.

Após o Hamas expulsar o Fatah da faixa para a Cisjordânia, Abbas destituiu o grupo islâmico do governo e formou um novo gabinete, apoiado pela maior parte da comunidade internacional --incluindo Israel e Estados Unidos.

O porta-voz do grupo islâmico, Sami Abu Zuhri, afirmou que Rice não vai estabelecer um Estado palestino, mas sim fortalecer esquadrões da morte que trabalham contra grupos de resistência como o Hamas.

O Fatah também demonstrou certo ceticismo. O assistente de Abbas Abed Rabbo disse que não é possível ser otimista antes de ver os israelenses aceitando a iniciativa de paz árabe e a comunidade internacional se comprometendo com a implementação de um tratado de paz.

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