Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2026

EUA: Iraque é questão de semanas

Quinta, 30 de Janeiro de 2003 às 14:05, por: CdB

O impasse com o Iraque encontra-se em um "ponto crítico" e a janela para a diplomacia permanecerá aberta apenas por "semanas, e não meses". O alerta foi feito nesta quinta-feira pelo porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. "O presidente (George W. Bush) está usando esta janela agora para se envolver em diplomacia ativa e muito intensa", afirmou. Fleischer observou, porém, que Bush ainda tem esperança de que o regime do presidente iraquiano Saddam Hussein possa ser desarmado de forma pacífica. Por outro lado, alegou: "Há uma montanha Everest de provas" de que Saddam continua a desafiar. Em tom bastante similar ao de Fleischer, o embaixador norte-americano nas Nações Unidas, John Negroponte, prestou depoimento nesta quinta-feira na Comissão de Relações Estrangeiras do Senado. "Acreditamos que o Iraque não está se desarmando", disse. "O Iraque não passou no teste representado pela (resolução da ONU) 1441 e está prestes a desperdiçar sua última chance". O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, comparecerá ao Conselho de Segurança da ONU no próximo dia 5, com a tarefa de explicar a necessidade de uma ação militar contra o Iraque. Powell apresentará informações do serviço secreto norte-americano, as quais, segundo a Casa Branca, mostram que o Iraque vem limpando os locais de inspeção antes da chegada dos técnicos da ONU. De sua parte, Bush recebeu um grande incentivo à sua disposição de iniciar uma nova guerra no Golfo Pérsico, com uma declaração de solidariedade feita por oito líderes europeus. Em comunicado publicado nesta quinta-feira em jornais de toda a Europa, os governantes disseram que os atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos "mostraram o quão longe os terroristas - os inimigos de nossos valores comuns - estão preparados para ir". A declaração foi assinada pelos primeiros-ministros da Grã-Bretanha, Tony Blair, da Itália, Silvio Berlusconi, da Espanha, José María Aznar, de Portugal, José Manuel Durão Barroso, da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, da Hungria, Peter Medgyessy, e da Polônia, Leszek Miller, além do presidente da República Checa, Vaclav Havel. Bush terá dois encontros com Blair, seu principal aliado, na sexta-feira e no sábado, no retiro presidencial de Camp David. E se Bush mandou um novo recado ao Iraque, por meio de Fleischer, Saddam também falou em termos duros, dizendo que seu país está preparado para a "força brutal" dos Estados Unidos. "Quando reunirem, pela segunda vez, grandes exércitos contra o Iraque, eles terão que levar em conta que os iraquianos não são facilmente vencidos e que os iraquianos estão prontos para tudo", avisou.

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