Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 2026

EUA inspecionam empresas suspeitas de vender armas ao Irã

Quinta, 10 de Julho de 2003 às 17:31, por: CdB

Agentes federais revistaram 18 empresas dos Estados Unidos dentro de uma investigação pela suposta venda de armas e equipamentos militares para o Irã, informaram, nesta quinta-feira, as autoridades.

Os envios teriam consistido em peças para aviões de combate F-14, F-4 e F-5, assim como para aparelhos de transporte C-130, mísseis antiaéreos Hawk e equipamentos de radar militar.

As autoridades suspeitam que as empresas violaram a lei de Controle de Exportação de Armas, que proíbe as exportações de armas para o Irã, através da vendas para a Multicore, uma empresa com sede no Reino Unido que serve de fachada para o envio de equipamentos militares para o Governo de Teerã.

As empresas estão nos estados de Louisiana, Texas, New Hampshire, Colorado, Nova York, Flórida, Kansas, Wisconsin, Oregon e Carolina do Sul, e as buscas foram realizadas nesta quarta-feira.

Essas empresas foram identificadas após uma revista feita pelas autoridades britânicas na sede da Multicore, que está sob investigação em Londres e Washington desde 1999.

Esta não é a primeira vez que empresas ligadas à Multicore sofrem buscas por este tipo de atividades.

Em dezembro de 2000, agentes federais apreenderam milhares de peças de caças F-14 e mísseis Hawk em uma instalação da Multicore em Bakersfield (Califórnia), enquanto que em maio de 2002 as autoridades britânicas confiscaram equipamentos militares similares.

O Irã tem um grande número de aviões e equipamentos militares de procedência americana, que foram comprados durante o regime do Xá, porém o atual Governo tem problemas para manutenção e reparo, já que os EUA não vendem peças.

O inspetor geral do Departamento de Defesa, Joseph Schmitz, disse em um comunicado que "as vidas de combatentes americanos podem ficar em risco direto através de transferências ilegais de componentes militares".

Agentes do Escritório de Imigração e Alfândega (BICE, sigla em inglês) e do Serviço de Pesquisa Criminal do Pentágono fizeram as buscas.

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