Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

EUA iniciam semana de homenagens a Ronald Reagan

Segunda, 07 de Junho de 2004 às 06:20, por: CdB

Um grande número de pessoas dirigiu-se para a Califórnia na segunda-feira para prestar sua homenagem final a Ronald Reagan, no primeiro de vários eventos programados para esta semana a fim de lembrar o 40o. presidente norte-americano, que morreu morto no último sábado.

Depois de uma cerimônia fechada, para a família e amigos próximos, na Biblioteca Reagan, em Simi Valley, onde o corpo será velado, o público terá autorização para entrar.  Ainda nesta terça-feira à noite, o corpo de Reagan será levado para Washington.

Na capital norte-americana, um vagão puxado por cavalos, ao lado de um único tocador de tambor, carregará o corpo para o Capitólio, onde poderá ser visto da quarta-feira à noite à sexta-feira de manhã.

Um missa fúnebre será realizada na Catedral Nacional, em Washigton, na sexta-feira, com a presença do atual presidente dos EUA, George W. Bush, e de outros líderes mundiais.
Ainda na sexta-feira, o corpo irá de avião de volta para a Califórnia, onde será enterrado em uma colina que dá vista para o mar, no terreno da Biblioteca Reagan. O presidente morreu em casa, em Los Angeles, aos 93 anos de idade, depois de lutar por dez anos contra o mal de Alzheimer.

"O presidente Reagan era um homem do povo, e para ele era muito importante que as pessoas pudessem prestar-lhe homenagens se desejassem", afirmou Joanne Drake, chefe de gabinete dele.


A sexta-feira deve ser declarada dia nacional de luto em homenagem a Reagan, elogiado por acelerar o fim da Guerra Fria e por revigorar o espírito americano ao reformar o Partido Republicano, transformando-o em uma força política dominante.

Drake não quis dar detalhes sobre os últimos dias de Reagan, mas disse que a mulher dele, Nancy, e os dois filhos do casal, Patti Davis e Ronald Prescott Reagan, estavam a seu lado quando morreu.

O outro filho de Reagan, Michael, adotado durante o primeiro casamento do futuro presidente com a atriz Jane Wyman, chegou momentos depois de ele ter morrido.

Enquanto isso, continuavam a chegar homenagens a Reagan. O presidente Bush, em visita à França para celebrar os 60 anos do Dia D, elogiou Reagan, a quem descreveu como um "líder corajoso na defesa da liberdade".

O pai da abertura soviética, Mikhail Gorbachev, disse que Reagan era um grande líder que ousou mudar as relações entre as superpotências da Guerra Fria. Para Margaret Thatcher, Reagan foi um "verdadeiro herói americano".

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