Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

EUA inclui guerrilheiros na lista de traficantes

Sexta, 20 de Fevereiro de 2004 às 05:39, por: CdB

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que pela primeira vez foram incluídos 40 comandantes de guerrilhas de esquerda e de grupos paramilitares de direita da Colômbia em uma lista de líderes do narcotráfico internacional.

``A ação tomada proíbe a pessoas e empresas norte-americanas negociar com as 40 pessoas designadas e bloqueia os ativos localizados sob jurisdição norte-americana'', disse um informe do Departamento do Tesouro, divulgado pela embaixada dos EUA em Bogotá.

Na lista constam 19 chefes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a principal guerrilha do país, e 18 do grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), além de três empresas de fachada desta organização.

O guerrilheiro mais velho do mundo, Manuel Marulanda Vélez, o ``Tirofijo'', das Farc, e seu comandante militar, Jorge Briceño, o ``Mono Jojoy'', aparecem na lista.

Do lado da AUC, foram incluídos Carlos Castaño e Salvatore Mancuso, desde setembro de 2002 ameaçados de extradição para os EUA por acusações de envolvimento no tráfico de cocaína.

``Essas são as primeiras ações do Departamento do Tesouro contra as operações de empresas de fechada das Farc e AUC, e fazem parte de um plano do Departamento para identificar, trazer à tona, isolar e incapacitar esses narcoterroristas colombianos e suas redes de apoio'', disse a nota.

Tanto a guerrilha esquerdista Farc como as AUC, que combatem os guerrilheiros e são acusados de graves violações, são qualificadas por Washington como organizações terroristas. A guerra civil colombiana já dura 40 anos e só na última década matou cerca de 40 mil pessoas.

Os Estados Unidos também acusam os dois grupos ilegais de financiarem suas tropas e atividades com recursos da cocaína -- o ``combustível'' que alimenta a guerra civil.

Um total de 104 organizações, indivíduos e empresas de 12 países foram incluídos na lista. Além de sofrerem restrições aos negócios, eles podem ainda ser condenados a 30 anos de prisão e a multas de até 5 milhões de dólares por pessoa. Para empresas, a multa pode dobrar.

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