Desde os ataques de 11 de setembro, os Estados Unidos têm procurado estancar o fluxo de dinheiro para financiar grupos terroristas, e agora que os militantes sofisticaram a sua habilidade de esconder e mover os fundos, a luta está se expandindo para comerciantes como joalheiros e vendedores de carro.
Antes limitada ao setor financeiro, o alcance da guerra dos EUA ao dinheiro ilegal está crescendo e cada vez mais se aproximando da vida dos cidadãos.
"Daqui a um ano, muitos americanos terão de comprovar quem são e de onde vêm os seus fundos ao comprar um carro, um avião, um barco, uma jóia para a mulher. E isso terá impacto sobre suas vidas", disse Kenneth Bryant, um consultor sobre lavagem de dinheiro.
"Nem todas esses ramos comerciais estão ainda sob a nova legislação, mas isso irá acontecer e tem havido conversas a respeito", disse.
As mudanças regulatórias -- muitas das quais ocorreram a partir do Ato Patriótico de 2001 e cobrem de pequenos negócios familiares a grandes operações de empresas multinacionais -- têm foco principal nos Estados Unidos, mas seus efeitos são sentidos em todo o mundo.
Todas as empresas norte-americanas e aquelas que têm negócios nos EUA devem aderir. Muitas outras o fazem voluntariamente a fim de facilitar negociações com parceiros norte-americanos.
Enquanto instituições financeiras, incluindo cassinos, já são obrigadas a seguir a dura legislação pós-11 de setembro, exigências similares são esperadas nos próximos meses para o ramo imobiliário e de vendas de carros, barcos, aviões, jóias e pedras preciosas.