O Brasil foi excluído da lista de países elegíveis para participar da reconstrução do Iraque divulgada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Outros países excluídos foram a França, a Alemanha e a Rússia, que não haviam apoiado a ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque.
O Departamento de Defesa anunciou que 63 países poderão competir por um total de 24 novos contratos de reconstrução, envolvendo US$ 18,6 bilhões.
Os contratos são para obras nas áreas de petróleo, energia, comunicações, água, habitação e obras públicas, além do setor militar, com o fornecimento de equipamentos.
O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu que a política externa brasileira não deve seguir necessariamente a lógica comercial. Além do Brasil, outros países excluídos são França, Alemanha e Rússia, nações que se opuseram à guerra no Iraque.
- Isso (a lista) é mais um motivo para que o Iraque obtenha a sua soberania- disse Amorim, ao defender que são os iraquianos que devem decidir sobre seu destino econômico.
O ministro também defendeu a lógica de manter uma política externa ativa e ousada.
- Quem não tem posição própria e independente não é chamado para nada - disse.