O governo norte-americano quer reduzir o uso de hidrofluorcarbono (HFC), utilizado em refrigerantes e condicionadores de ar. Mas o Departamento de Estado não chegou a apoiar uma proposta feita pelas nações insulares de Micronésia e Maurício, que pretendiam alterar o acordo de proteção do ozônio, o chamado Protocolo de Montreal, para prever um corte de 90% no uso de HFCs até 2030.
O tratado promove o uso dos HFCs, que são potentes causadores do efeito estufa, mas que não agridem a camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioleta do Sol.
Os HFCs foram adotados em substituição aos CFCs, que atacam o ozônio da atmosfera e cujo uso já foi praticamente erradicado.
Micronésia e Maurício queriam incluir o fim do uso dos HFCs na revisão do acordo de Montreal, prevista para novembro.
Autoridades no Departamento de Estado, na Agência de Proteção Ambiental e no Departamento de Defesa haviam apoiado uma redução dos HFCs, mas a ideia encontrou resistência na Casa Branca, onde o governo procura reunir forças para negociar o tratado que sucederá o Protocolo de Kyoto, contra a mudança climática.