Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 2026

EUA esvaziam otimismo com China, mas Bovespa fecha no azul

Segunda, 10 de Novembro de 2008 às 17:54, por: CdB

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com leve ganho uma sessão volátil nesta segunda-feira em que notícias animadoras da China e pavorosas dos Estados Unidos produziram uma verdadeira gangorra no ânimo dos investidores.

O Ibovespa teve valorização de 0,3%, aos 36.776 pontos. O giro financeiro foi de apenas 3,45 bilhões de reais, o menor em dez sessões.

O pregão foi praticamente dividido em duas etapas. Na primeira, os investidores reagiram ao anúncio de um plano de 586 bilhões de dólares do governo chinês para estimular a economia contra os impactos da crise global. Logo nos primeiros minutos, o Ibovespa chegou a disparar quase 6 por cento.

O movimento foi liderado pelas ações de empresas ligadas a commodities, que têm forte peso no índice, seguindo a subida dos preços desses produtos. Vale subiu 3,9%, para 25,25 reais. Petrobras avançou 2,97%, a 23,95 reais.

Ao longo do dia, porém, o otimismo foi sendo consumido depois de notícias corporativas assustadoras dos Estados Unidos.

As montadoras de veículos General Motors e Ford foram alvos de uma chuva de cortes de ratings e de reduções de preço-alvo das ações depois de anunciarem perdas bilionárias no trimestre e fazerem previsões muito negativas para 2009.

Previsões desanimadoras para o Goldman Sachs e a seguradora AIG, ainda relacionadas à crise de crédito nos Estados Unidos, ajudaram a azedar o tom dos negócios. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,81%.

- Passada a forte turbulência que envolvia o sistema financeiro internacional, as atenções estão se voltando para as questões econômicas, guardando a continuidade da volatilidade para os negócios - disse em relatório divulgado esta tarde a corretora Planner.

Com isso, ações domésticas que chegaram a liderar os ganhos do índice pela manhã reverteram completamente. Uma delas foi BM&F Bovespa, que fechou em queda de 4,8%, para 5,39 reais.

Outro destaque negativo foi Banco do Brasil, recuando 5,8%, para 14,41 reais. O banco federal voltou a ser alvo de especulação sobre um anúncio iminente de compra da Nossa Caixa, que disparou 9,3%, para 53,12 reais, a maior alta do Ibovespa.

Tags:
Edições digital e impressa