Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

EUA estiveram perto de uma catástrofe nuclear

Domingo, 04 de Abril de 2004 às 06:10, por: CdB

A central nuclear de Three Mile Island, a meio caminho entre Washington e Nova York, esteve à beira da catástrofe há 25 anos, o que fez com que o programa nuclear civil americano fosse congelado.

O incidente começou no dia 28 de março de 1979 no meio da noite com um sinal de alarme na sala de controle do reator número 2.

No dia 30 de março tinha se formado uma bolha de gases radioativos que ameaçavam contaminar a atmosfera, e 100.000 pessoas se lançaram às estradas da Pensilvânia.

Em 1º de abril, a bolha começou a ser reabsorvida sob a cúpula do reator de 900 megawatts, e o presidente Jimmy Carter visitou o local para tentar demonstrar que a situação estava sob controle.

O acidente - que não deixou mortos - começou com uma falha numa parte não-nuclear da central: a principal bomba de alimentação de água parou por um problema mecânico ou elétrico que impedia que os geradores de vapor evacuassem o calor, segundo uma investigação.

A turbina, e depois o reator número 2, pararam automaticamente, e a pressão na parte nuclear do sistema aumentou.

Para evitar a pressão excessiva, abriu-se uma válvula. O problema é que, depois que baixou a pressão, a válvula não se fechou na forma devida, mas o sinal de que a válvula continuava aberta não chegou à sala de controle.

Então começou a sair água - já quente - do sistema de refrigeração pela válvula através do gerador de pressão, causando o reaquecimento do coração do reator.

Os técnicos estimavam o nível de água de refrigeração no centro do reator através de sua altura. Como o nível era alto, achavam erroneamente que o centro estava normalmente refrigerado. Em conseqüência, tomavam decisões para reduzir ainda mais o nível de água no centro.

Portanto, a temperatura do combustível nuclear subiu de tal forma que os tubos que o continham se quebraram e outros elementos começaram a se derreter. Finalmente os técnicos conseguiram fazer baixar a temperatura.

Cerca da metade do centro do reator se derreteu, o que constitui o pior dos tipos de acidentes nucleares.

Por milagre não se produziu a conseqüência prevista: que as paredes do centro do reator se fissurassem e se propagassem quantidades enormes de radiação ao ambiente, como ocorrem em Chernobyl em 1986.

Vinte e cinco anos depois do acidente, 1/5 da eletricidade dos Estados Unidos tem origem nuclear, embora desde então não se construíssem mais centrais.

Além disso, a opção nuclear é proposta de forma tímida no Congresso, a fim de atenuar a dependência do petróleo.

Por outro lado, desde os atentados de 11 de setembro, as centrais nucleares são consideradas alvos terroristas, e a cada alerta os serviços de segurança das 103 centrais existentes nos Estados Unidos ficam em pé de guerra.

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