Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

EUA estariam muito otimistas quanto ao crescimento do PIB, dizem economistas

Ano após ano, autoridades do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, vêm se atendo à crença de que a economia do país irá em breve retomar seu ritmo pré-recessão. E ano após ano, elas têm se enganado.

Quarta, 13 de Novembro de 2013 às 12:52, por: CdB
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Agora um número crescente de economistas e pelo menos uma autoridade importante do Fed
Ano após ano, autoridades do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, vêm se atendo à crença de que a economia do país irá em breve retomar seu ritmo pré-recessão. E ano após ano, elas têm se enganado. Agora um número crescente de economistas e pelo menos uma autoridade importante do Fed acham que os norte-americanos devem diminuir suas expectativas. Eles argumentam que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer a uma taxa anual de 2%, em vez de 3% ou mais, dada a aposentadoria de "baby boomers" e a extensão como a Grande Recessão desencorajou os trabalhadores e prejudicou duramente as setores como o financeira e o de construção. Se estiverem certos, o auge da explosão de produtividade pode ter passado, e as políticas monetárias agressivas do banco central podem estar mal orientadas e possivelmente, até mesmo prejudiciais. Se o Fed mantiver a política muito frouxa para essa economia mais fraca, isso poderia levar para uma inflação descontrolada e bolhas de ativos. Nos cinco anos desde o período mais severo da crise financeira, o Fed tem reduzido as taxas de juros para quase zero e comprou mais de 3,8 trilhões de dólares em títulos para estimular o crédito ao consumidor e às empresas e a recuperação nos empregos e no crescimento econômico. – Essa sensação de que o crescimento do PIB real irá acelerar em breve, estou muito cético quanto a isso. Eu sei que é uma estimativa popular, mas estou cético – disse neste mês o presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, citando entre outras coisas a apreensão dos consumidores com os efeitos de mais uma recessão profunda. Há muito tempo, ele tem feito oposição às políticas extremamente expansionistas do Fed: – Eu vejo crescimento de 2% adiante. Mas muitos de seus colegas do banco central discordam. Em setembro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do banco esperava crescimento de cerca de 3% do PIB no próximo ano, e até 3,5% em 2015 conforme a economia tenta se recuperar do impacto da recessão de 2007 a 2009. Uma série de indicadores de atividade empresarial superaram as expectativas recentemente, fornecendo algumas evidências de fortalecimento da perspectiva para o curto prazo. – Estamos vendo sinais positivos contínuos do impulso – disse a repórteres na semana passada o presidente do Fed de São Francisco, John Williams, que possui visão centrista da política monetária. "Mas durante a lenta recuperação, o Fed tem se mostrado otimista demais, regularmente reduzindo as estimativas, que até mesmo em setembro estava bem acima da realidade. No início de 2010, por exemplo, o banco projetou que o PIB cresceria de 3,5% a 4,5% em 2012; até o início de 2012, a estimativa fora cortada para um patamar de 2,2% a 2,7%. No fim das contas, a economia cresceu apenas 2%", conclui o texto publicado na agência inglesa de notícias.
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