Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2026

EUA estão preparados para conflitos na Coréia do Norte

Os Estados Unidos estão preparados para lidar com "quaisquer contingências" no que diz respeito à Coréia do Norte, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Ary Fleischer, em reação à declaração de Pyongyang de que poderia atacar forças norte-americanas no Pacífico. Na quinta-feira, a Coréia do Norte havia afirmado que qualquer ataque preventivo dos Estados Unidos a suas instalações nucleares seria o estopim de uma "guerra total" na Península Coreana. Os norte-coreanos disseram, também, que ataques preventivos "não são um direito exclusivo dos Estados Unidos".

Sexta, 07 de Fevereiro de 2003 às 11:39, por: CdB

Os Estados Unidos estão preparados para lidar com "quaisquer contingências" no que diz respeito à Coréia do Norte, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Ary Fleischer, em reação à declaração de Pyongyang de que poderia atacar forças norte-americanas no Pacífico. Na quinta-feira, a Coréia do Norte havia afirmado que qualquer ataque preventivo dos Estados Unidos a suas instalações nucleares seria o estopim de uma "guerra total" na Península Coreana. Os norte-coreanos disseram, também, que ataques preventivos "não são um direito exclusivo dos Estados Unidos". Fleishcer rebateu as declarações de Pyongyang em uma entrevista coletiva. "Esse tipo de conversa e de ação da Coréia do Norte só prejudica a Coréia do Norte e isola ainda mais o povo norte-coreano do mundo moderno, levando a um mundo em que as pessoas passam fome e têm negados direitos humanos básicos, e essa é a preocupação real", declarou o porta-voz norte-americano. O impasse nuclear envolvendo a Coréia do Norte começou em outubro passado, quando os Estados Unidos alegaram que autoridades norte-coreanas haviam admitido a diplomatas norte-americanos que possuíam um programa bélico nuclear em violação a um acordo internacional de 1994. Uma acusação que foi desmentida pela Coréia do Norte. Em represália, Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul anunciaram a suspensão, a partir de dezembro passado, dos carregamentos anuais de 500 mil toneladas de combustível para a Coréia do Norte - uma ajuda prevista no pacto de 1994. Pyongyang respondeu, por sua vez, que a carência de energia do país obrigava o governo a reativar usinas nucleares - que podem ser usadas para produção de plutônio de armas nucleares --, e expulsou do país os monitores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e se retirou do tratado de não-proliferação. Os Estados Unidos querem levar a disputa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que poderia vir a impor sanções políticas e econômicas contra a Coréia do Norte. Pyongyang reivindica negociações diretas e a assinatura por Washington de um acordo de não-agressão para resolver a crise.

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