Os Estados Unidos decidiram enviar 24 bombardeiros de longo alcance para a ilha de Guam, no oceano Pacífico, com o objetivo de impedir que a Coréia do Norte tente tirar proveito da situação no Golfo Pérsico. A medida foi anunciada pelo Pentágono nesta terça-feira, dois dias após quatro caças norte-coreanos terem interceptado um avião de espionagem dos Estados Unidos, seguindo-o durante 22 minutos em um vôo sobre o Mar do Japão. O avião da Força Aérea norte-americana, um RC-135S, encontrava-se a cerca de 240 quilômetros da costa da Coréia do Norte quando foi interceptado. Os caças mantiveram-se a 125 metros do avião espião e um dos aparelhos chegou a fixar radar de tiro, naquele que foi o primeiro incidente deste tipo verificado entre Estados Unidos e Coréia do Norte em três décadas. O Pentágono insistiu que a mobilização dos bombardeiros - 12 B-1 da Base Aérea de Ellsworth, em Dakota do Norte, e 12 B-52, da mesma região ou da Base de Barksdale, na Louisiana - não tem relação com o incidente. Segundo as autoridades norte-americanas, a ordem de mobilização foi dada no fim de semana. A operação faz parte dos esforços do Comando dos Estados Unidos no Pacífico de manter uma presença militar forte ao redor da Península Coreana enquanto outros contingentes são mobilizados na região do Golfo Pérsico. A idéia é enviar uma mensagem não ameaçadora à Coréia do Norte, para que não aproveite a tensão com o Iraque e nem presuma que as Forças Armadas norte-americanas estão distraídas. O Pentágono divulgou o seguinte comunicado sobre a mobilização dos bombardeiros: "Como parte de nossos esforços globais para atender às necessidades no mundo inteiro, estamos enviando forças adicionais para o Pacífico Ocidental enquanto forças norte-americanas preparam-se para uma possível ação militar em qualquer outra parte do mundo. Essa atitude não tem natureza agressiva. A mobilização destas forças adicionais é uma medida prudente para melhorar nossa postura defensiva e é (uma atitude) dissuasiva. Como o presidente (George W. Bush) disse, estamos buscando uma solução pacífica e diplomática para os receios da comunidade internacional com o programa de armas da Coréia do Norte". No mês passado, os Estados Unidos denunciaram que a Coréia do Norte havia reativado um reator nuclear, indicando que poderia levar adiante o programa de armas nucleares do país. Em janeiro, o comandante das forças norte-americanas no Pacífico, Tom Fargo, solicitou ao Pentágono um reforço de aviões e navios na região, incluindo oito caças F-15. Funcionários do Pentágono disseram que é uma "rotina" aumentar o número de aviões de guerra baseados no Japão quando um porta-aviões é deslocado para outra região. No caso, os Estados Unidos enviaram o USS Kitty Hawk, que estava baseado em Yokosuka, no Japão, para o Golfo Pérsico.
EUA enviam 24 bombardeiros para inibir a Coréia do Norte
Os Estados Unidos decidiram enviar 24 bombardeiros de longo alcance para a ilha de Guam, no oceano Pacífico, com o objetivo de impedir que a Coréia do Norte tente tirar proveito da situação no Golfo Pérsico. A medida foi anunciada pelo Pentágono nesta terça-feira, dois dias após quatro caças norte-coreanos terem interceptado um avião de espionagem dos Estados Unidos. (Leia Mais)
Terça, 04 de Março de 2003 às 17:44, por: CdB