Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

EUA e Rússia preparam acordo para redução de arsenal nuclear

Quinta, 25 de Março de 2010 às 08:47, por: CdB

Os Estados Unidos não confirmaram oficialmente, nesta quinta-feira, o anúncio realizado na véspera pela Rússia, quanto ao fechamento de um acordo para um tratado histórico com o objetivo de reduzir os arsenais nucleares do ex-rivais da Guerra Fria. Após longas negociações, porém, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, deverão assinar o tratado em duas semanas em Praga. Pelo acordo haverá um corte no número de armas nucleares de grande alcance para 1.500 para cada lado, e aumenta as esperanças para um maior desarmamento nos próximos anos.

O novo Tratado Estratégico para Redução de Ameaças Nucleares (START, na sigla em inglês) vai substituir o documento assinado em 1991 e expirado em dezembro do ano passado. Especialistas consideram este o mais significante acordo fechado, desde 1993, já ratificado pelos russos até agora. Fontes oficiais de ambos os países não deram detalhes do novo pacto antinuclear, mas as linhas gerais apontam para uma redução no arsenal das atuais 2,2 ogivas para cerca de 1,5 mil. As negociações também apontam um corte no número de aviões, tanques e submarinos capazes de transportar e lançar bombas nucleares de médio alcance.

O acordo é visto como um aumento do nível de confiança e cooperação entre os Estados Unidos e a Rússia, que possui a maior parte das armas nucleares do mundo. Obama e Medvedev devem fechar o acordo quando conversarem por telefone esta semana, estabelecendo o período para a campanha na Casa Branca ganhe a ratificação do Senado. O tratado também deve ser aprovado pela russa Duma. Os dois processos legislativos devem levar meses.

Robert S. Norris, um analista dos arsenais nucleares dos EUA e da Rússia, disse que a ratificação pelo Senado não será fácil.

– Duras negociações com os russos serão agora seguidas por difíceis negociações com senadores republicanos para chegar a uma ratificação – afirmou Norris.

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