Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

EUA e Japão se unem para pressionar China e Coréia

Uma declaração conjunta sobre a área de segurança a ser divulgada no próximo ano pelos EUA e Japão identifica a China e a Coréia do Norte como fontes de instabilidade e prevê uma maior cooperação militar entre os dois países em vista das ameaças presentes na região, afirmou um jornal japonês na quarta-feira. (Leia Mais)

Quarta, 22 de Dezembro de 2004 às 08:40, por: CdB

Uma declaração conjunta sobre a área de segurança a ser divulgada no próximo ano pelos EUA e Japão identifica a China e a Coréia do Norte como fontes de instabilidade e prevê uma maior cooperação militar entre os dois países em vista das ameaças presentes na região, afirmou um jornal japonês na quarta-feira.

A reportagem do diário Nihon Keizai Shimbun aparece em um momento de preocupação cada vez maior no Japão com o fortalecimento militar da China e os programas nuclear e de mísseis da Coréia do Norte. Esta é a maior preocupação do presidente Bush e do premiê japonês Junichiro Koizumi.

A decisão de considerar os chineses uma ameaça em potencial deve enfurecer o país, já insatisfeito com um comunicado recente no qual o Japão alterou sua política de segurança.
O governo japonês viu-se pressionado a rever o Tratado de Segurança EUA-Japão - o pilar central da política de segurança do país após a Segunda Guerra - a fim de poder aceitar o pedido norte-americano de receber o comando dos EUA responsável pelo Pacífico.

A manobra também seria parte do realinhamento das forças norte-americanas em todo o globo.
Uma revisão do tratado, no entanto, seria politicamente difícil devido à tradição pacifista do Japão e da oposição ao aprofundamento dos laços na área de segurança com os EUA depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.

A maior parte da opinião pública japonesa foi contrária ao envio de soldados para o Iraque em uma missão de reconstrução, a mais arriscada realizada pelo país asiático desde 1945. O Nihon Keizai disse que os dois aliados não pretendiam rever o tratado de segurança. Mas elaborariam um comunicado sobre o modo pelo qual o Japão e os EUA enfrentariam ameaças como, por exemplo, a do terrorismo, a da Coréia do Norte e a das tensões crescentes entre Taiwan e a China.

Um membro das Forças Armadas do Japão afirmou que a elaboração do comunicado poderia levar meses. Sobre como a China constaria do comunicado, o militar disse: "Temos de discutir como atingir objetivos estratégicos comuns. Devemos discutir todas as questões, tais como a da península coreana, a do estreito de Taiwan, a do sudeste asiático e a da guerra contra o terrorismo."

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