Líderes iraquianos conseguiram nesta terça-feira fazer prevalecer sua vontade, apesar da oposição norte-americana, e indicaram o chefe tribal Ghazi Yawar como o novo presidente do país, após o escolhido de Washington ter se retirado da disputa.
Depois de dois dias de discussões sobre o posto amplamente cerimonial, membros do Conselho de Governo do Iraque disseram que o candidato preferido pelos Estados Unidos, Adnan Pachachi, havia recusado a oferta minutos após ser convidado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
"Panachi foi nomeado, recusou e então Yawar foi indicado para a posição no lugar dele. É isso, todos estão felizes", afirmou o membro do conselho Rajaa Habib Khuzai à Reuters.
O enviado da ONU Lakhdar Brahimi, o homem indicado pelos EUA para nomear um governo interino no Iraque, e Pachachi, um ex-chanceler de 81 anos, estavam entre as autoridades que cumprimentaram Yawar, um engenheiro civil com laços com a Arábia Saudita.
Pachachi disse em uma entrevista coletiva que tinha recebido o apoio da maioria dos iraquianos, mas recusou o posto porque seu nome tinha oposição de "certas partes".
Refletindo o equilíbrio entre os grupos étnicos e religiosos do Iraque, dois vice-presidentes -- um muçulmano xiita e um curdo - foram indicados para trabalhar com o presidente sunita.
O primeiro-ministro Iyad Allawi, nomeado na sexta-feira, é da maioria xiita. O novo governo iraquiano assumirá a soberania do país a partir de 30 de junho.