Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2026

EUA e Iraque assinam acordo sobre tropas

O chanceler iraquiano, Hoshiyar Zebari, e o embaixador dos EUA em Bagdá, Ryan Crocker, finalmente assinaram na segunda-feira o acordo que regulamenta a presença militar norte-americana entre o começo de 2009 e o final de 2011, quando a ocupação deve terminar. O pacto foi negociado durante meses, até ser aprovado no domingo pelo governo iraquiano. Ele ainda precisa ser submetido ao Parlamento local, mas o governo acredita que conseguirá votá-lo até o final do mês.(Leia Mais)

Segunda, 17 de Novembro de 2008 às 08:40, por: CdB

O chanceler iraquiano, Hoshiyar Zebari, e o embaixador dos EUA em Bagdá, Ryan Crocker, finalmente assinaram na segunda-feira o acordo que regulamenta a presença militar norte-americana entre o começo de 2009 e o final de 2011, quando a ocupação deve terminar. O pacto foi negociado durante meses, até ser aprovado no domingo pelo governo iraquiano. Ele ainda precisa ser submetido ao Parlamento local, mas o governo acredita que conseguirá votá-lo até o final do mês.

– Definitivamente, hoje é um dia histórico para as relações iraquiano-americanas, assinando o pacto de segurança após meses de conversas e negociações difíceis – disse Zebari a jornalistas depois de trocar cópias assinadas do acordo com Crocker.

Ambos sorriram e apertaram as mãos com vigor, sob aplausos de outras autoridades presentes.
Além do acordo sobre a permanência das tropas, os dois funcionários também assinaram um acordo estratégico de longo prazo, que segundo Crocker definirá nos próximos anos as relações em "economia, cultura, ciência, tecnologia, saúde e comércio, para citar apenas algumas ".

– Isso lembra a todos nós que, num momento em que as forças dos EUA vão continuar a se retirar do Iraque em reconhecimento aos ganhos superlativos da segurança nos últimos dois anos, nossa relação vai se desenvolver de muitas outras maneiras importantes – disse o diplomata.

Mas, para os iraquianos, o principal foco é no pacto que finalmente obriga os Estados Unidos a retirarem até 31 de dezembro de 2011 os últimos dos seus atuais 150 mil soldados. Tal prazo reflete um otimismo do governo local quanto à situação de segurança. É também uma vitória diplomática, pois durante anos, o governo Bush rejeitou qualquer cronograma para a desocupação.

– Foi uma negociação complicada e dura, e acho que todos os iraquianos podem se orgulhar uito do feito substancial que sua equipe de negociadores testemunhou – disse Crocker.

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